Agora é com elas: O futebol e eu

Minha faixa tricolor e no peito esquadrão. E é assim que eu começo a contar a história de como meu time do coração mudou e salvou a minha vida


Assim como a maioria, minha história com o futebol envolve muito amor. Mas, não era onde eu me imaginaria estar se isso fosse me perguntado há uns anos atrás. Ainda no Ensino Médio tinha o desejo de trabalhar com a comunicação, sempre fui muito criativa e desenvolta, então por isso escolhi o jornalismo. E foi ali, no primeiro semestre da faculdade, que minha paixão começou, o jornalismo e eu, futura foca!


Torcedora fervorosa do Bahia desde muito cedo, lembro que foi em um jogo entre Bahia e São Paulo, no estádio de Pituaçu, que eu entendi que além do meu time, eu amava era o futebol e todas as suas vertentes loucas e emocionantes.

O Bahia tinha feito uma virada memorável, mudando uma lavagem de 3×1 para uma reviravolta de 4×3. A arquibancada ia à loucura, eu muito nova pulava e vibrava junto, podia sentir cada parte do meu corpo vibrar, o coração a mil por hora, o arrepio, a sensação de felicidade, quando olhei para o lado de relance, vi um puxador da torcida organizada ecoando o grito de guerra e chorando ao mesmo tempo, ali eu entendi que a felicidade de uma partida de futebol, é uma das emoções mais incríveis da vida.


Assim eu fui crescendo, uma partida aqui, outra ali, camisas e mais camisas, o amor fortalecendo e florescendo em mim. Quando comecei a estudar jornalismo, eu descobri que dava para juntar as minhas duas paixões, firmei no objetivo e segui trilhando meu caminho sendo a futeboleira do rolê, ouvindo o machismo escancarando de quem não tolerava ver uma mulher nesse meio, mas luta é meu sobrenome, eu estarei onde EU quiser estar. E aqui estou, jornalista formada, colunista do Rainhas do Drible, a empresa que reuniu mulheres para falar sobre ele que faz o coração palpitar, fu-te-bol.


Perdi a conta das emoções que colecionei ao longo do caminho, me sinto em casa assistindo, trabalhando, lendo, me sinto em casa quando se trata de futebol. Enfrento o fardo da discriminação de cabeça erguida, lar é onde o coração e o amor se encontram, e isso ninguém pode sentir ou tirar de mim.


O Futebol e eu, até onde a bola rolar.


Meu Bahêa, obrigada por me apresentar tudo isso. Ao Rainhas, todo meu amor de sonho realizado.

Foto de destaque: Arquivo Pessoal/ Mariana Costa

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