Especial Libertadores: De Telê a Ceni, as três Glórias Eternas do São Paulo

Tricolor Paulista é o clube que mais disputou a competição, com três títulos e seis participações em finais

O ano era 1972 e o São Paulo faria a sua primeira participação em uma Libertadores da América. Ainda em formato antigo, o vice-campeão do Campeonato Nacional de Clubes (hoje Campeonato Brasileiro) do ano anterior, estrearia no grupo do Olimpia (PAR), Cerro Porteño e Atlético-MG.

Dois anos depois, chegava a sua segunda  participação. A equipe se classificou em primeiro do seu grupo que tinha como adversários: Palmeiras, Jorge Wilstermann e o Municipal e, em um novo grupo, permaneceu em primeiro, após disputar vaga com Millionarios e Defensor Lima garantindo, assim, a vaga para a final com o Independiente

Foto: J. B. Scalco/Placar

A Era Telê Santana 

O primeiro título chegou em 1992, após uma sequência ruim e eliminações precoces, como em 1978, 1982 e 1987. Sobre o comando de Telê Santana, o tricolor passou em segundo no seu grupo, atrás do Criciúma. 

Nas fases finais, enfrentou o Nacional, novamente o Criciúma, Barcelona de Guayaquil até chegar a final contra o Newell’s Old Boys. Na partida de ida, perdeu por 1×0 e a volta, com gol de Raí aos 21 do primeiro tempo, a partida foi decidida nos pênaltis. Zetti defendeu a cobrança de Gamboa, decretando a inédita conquista tricolor. 

Foto: Conmebol/Reprodução

Em 1993, o São Paulo defendeu o título contra a Universidad Católica. Nas oitavas de final, novamente encontrou o Newell’s Old Boys, depois Flamengo e Cerro Porteño. 

No primeiro jogo da final, venceu de 5×1 e, mesmo com a derrota por 2×0, na volta consagrou-se bicampeão.

Foto: Arquivo SPFC

A Era Rogério Ceni

Após o vice, em 1994, o clube passou dez anos sem disputar a Libertadores. Em 2004, retornou com uma campanha positiva, mas foi eliminado na semifinal contra o Once Caldas, adiando o seu terceiro título.

No ano seguinte, com um time que foi modulando durante a competição, o São Paulo conquistou sua terceira Libertadores. Ainda na fase de grupo, o time foi comandado por Emerson Leão, que só deixou o cargo para trabalhar no futebol japonês. 

Sobre o comando de Paulo Atuori, o São Paulo eliminou o Palmeiras nas oitavas de final, o Tigres nas quartas, o River Plate na semifinal e faria pela primeira vez a primeira final entre clubes do mesmo país na competição, disputando contra o Athletico-PR. 

Após empate no Paraná em 1 a 1, o tricolor goleou por 4×0 na partida de volta. 

“Já pode mudar o nome de Morumbi para Morumtri”, Amoroso

Em relato da conquista no livro Maioridade Penal, Rogério Ceni escreve sobre a conquista.

“A mim não restava escolha. Eu precisava ganhar a Libertadores”.

E relembra os sentimentos vivenciados na competição.

“Picos de alegria, momentos de frustração, alterações completas de estado numa velocidade incrível. A Libertadores bagunça os sentimentos até dos mais vividos, dos mais frios.”

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto de destaque: Vanderlei Almeida / Getty Images

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