Foto: RBS

Especial Libertadores: Grêmio, o time brasileiro que é a cara da Libertadores

Uns dos clubes mais tradicionais, quando se fala de Libertadores da América, o Grêmio conta com três títulos na competição, e é o time brasileiro que mais participou de edições do torneio

O Grêmio é um dos times brasileiros que mais disputou a Copa Libertadores, com 20 edições e três títulos ganhos. O tricolor gaúcho segue como uma das equipes mais tradicionais do torneio. 

Histórico de time copeiro

O Grêmio participou da competição continental pela primeira vez no ano de 1982, sendo eliminado na fase de grupos, que na época apenas permitia um classificado. Na oportunidade o Peñarol, futuro campeão, eliminou o Grêmio.

Os três títulos do Grêmio na Libertadores curiosamente, foram conquistados em décadas diferentes. Em 1983, o tricolor bateu o Peñarol na final e sagrou-se campeão. Em 1995, o adversário da grande final foi o Atlético Nacional, da Colômbia. A terceira conquista veio em 2017, quando o time comandado por Renato Portaluppi bateu o Lanús, da Argentina. O tricolor gaúcho ainda foi vice-campeão em duas ocasiões, em 1984 e em 2007.

O histórico de participações do Grêmio na Libertadores, conta ainda com quatro eliminações nas semifinais da competição. Com isso, a fama de copeiro virou marca registrada do tricolor gaúcho.

Atualmente o Grêmio é o terceiro maior campeão da competição entre os clubes brasileiros, sendo o décimo maior campeão da Libertadores no continente americano.

O  Grêmio é  o clube brasileiro que mais jogou Libertadores da América, ao todo já foram disputados 204 jogos.

As conquistas – 1983, o primeiro título internacional 

O vice-campeonato no Brasileiro de 1982, garantiu ao Grêmio o direito de disputar a Taça Libertadores da América do ano seguinte. Com a experiência adquirida na edição de 82, o Grêmio foi derrotando um a um seus adversários. 

Partidas históricas contra o América de Cali e o Estudiantes de La Plata, mostraram um time forte e muito determinado para sua primeira conquista continental. A final não poderia ser mais difícil: o adversário era o Penharol, que já tinha vencido a Libertadores quatro vezes e o Mundial três vezes, a última vez no ano anterior. 

A primeira partida foi realizada no estádio Centenário, em Montevidéo, capital do Uruguai, e terminou empatada em 1 a 1. O Grêmio trazia assim um importante resultado para disputar a grande final no Olímpico. 

A 28 de julho de 1983, no ano em que comemorava seus 80 anos, o Grêmio entrou em campo com a missão de dar um grande presente para seus torcedores: o título de Campeão da Libertadores da América. Com a grande determinação do time e o apoio implacável da torcida que superlotou o Olímpico, o Grêmio venceu a partida por 2 a 1, com gols de Caio e César. 

O Grêmio de Mazarópi, Hugo de León, Tita, Renato Gaúcho, Tarciso, Valdir Espinosa e Fábio Koff, garantiram oprimeiro grande título internacional ao clube. E mais do que isso, o Grêmio carimbava o seu passaporte para Tóquio, onde disputaria a final do Mundial Interclubes, onde se sagrou campeão do mundo, perante o Hamburgo. 

1995, o determinado Grêmio campeão  

Doze anos depois de conquistar a Copa Libertadores, e com o mesmo Fábio Koff na presidência do clube, o Grêmio começava a trilhar o árduo caminho do bicampeonato da competição. 

Ao longo do torneio, a equipe foi mostrando sua força e determinação, principalmente em partidas difíceis e históricas, como os 5 a 0 sobre o Palmeiras e o 3 a 0 no Olímpia em pleno Defensores del Chaco, na capital Paraguai de Assunción. 

Na final, o Grêmio teve pela frente o habilidoso Nacional de Medellín. Ao contrário de 1983, desta vez a primeira partida foi disputada no Olímpico, e o Grêmio garantiu uma boa vantagem: 3 a 1, com um gol contra de Marulanda, um de Jardel e outro de Paulo Nunes. 

O dia 30 de agosto de 1995 colocou o Grêmio no lugar mais alto da América do Sul. O Nacional, empurrado por 50 mil fanáticos torcedores que superlotaram o estádio colombiano, saiu na frente logo aos 12 minutos com um gol de Aristizábal. 

A partir daí, a pressão do Nacional aumentou, mas o Grêmio estava determinado e soube conter os colombianos. Foi assim até os 39 minutos do 2º tempo, quando Dinho, símbolo da raça gremista, empatou a partida numa cobrança de pênalti. A festa já tomava conta da pequena torcida gremista presente no estádio quando o árbitro encerrou a partida: O Grêmio era bicampeão da América. 

2007, a conquista merecida

A edição de 2017 da Copa Libertadores da América contou com 47 equipes, sendo que destas 13 já haviam conquistado o título e queriam repeti-lo. Esses participantes totalizavam 30 títulos da Libertadores, divididos entre Argentina, Brasil e Uruguai cada um com 8 títulos, Paraguai com 3, Colômbia, com 2 e Chile com 1. 

Na fase de grupos o Tricolor ficou no Grupo 8, um grupo relativamente fácil com Deportes Iquique do Chile, Guaraní do Paraguai e Zamora da Venezuela. Se classificou para as oitavas de final da competição com a terceira melhor campanha, atrás apenas de Atlético-MG e Lanús, este segundo graças a má escalação de um atleta da Chapecoense que fez com que, através do tribunal, o Lanús tivesse um gol a mais que o Grêmio, e como este era um critério de desempate, ficamos com a terceira melhor campanha.

Como já havia sido preestabelecido, para as oitavas de final, seria realizado um sorteio onde os primeiros colocados enfrentariam os segundos colocados de cada grupo. Com partidas de ida e volta, onde o mando de campo do segundo jogo seria da equipe com melhor desempenho na fase de grupos. Então mediante sorteio o Grêmio conheceu seu adversário, o Godoy Cruz da Argentina, com duas vitórias o Tricolor se classificou para as quartas de final.

Na fase seguinte o adversário seria o Botafogo, clube ainda sem título de Libertadores, mas que vinha sendo chamado de Destruidor de Campeões por ter eliminado da competição 5 campeões: Colo-Colo, Olímpia, Estudiantes, Atlético Nacional e Nacional do Uruguai. Porém com o Imortal foi um pouco diferente, depois de empate em 0x0 no Rio, vitória de score mínimo em Porto Alegre. O gol de Barrios, contra o Botafogo nas quartas de final abriu caminho para mais uma semifinal onde o adversário seria o Barcelona de Guayaquil, que por sua vez já havia eliminado dois clubes brasileiros, o milionário Palmeiras e o jovem Santos, o segundo com vitória dentro da Vila Belmiro.

Com uma apresentação de gala de toda a equipe o Grêmio voltou do Equador virtualmente classificado para a final, pois nunca antes na história da competição um clube visitante havia aplicado tamanha goleada em uma semifinal, foram 3×0, Luan duas vezes e Edilson, e ainda uma defesa monumental de Grohe. No jogo da volta o time rendeu pouco, sabendo que poderia perder por até dois gols se deixou abater por 1×0, mas chegava a sua quinta final.

Na final nos deparamos com um argentino, mais um, era a terceira final contra argentinos, nunca havíamos ganho de argentinos em finais de Libertadores, mas em 2017 haveria de ser diferente. Na casa tricolor um jogo truncado com placar magrinho, gol chorado de Cícero aos 37 minutos do segundo tempo, pênalti não marcado e muita reclamação. Voamos para a Argentina com apenas um desejo, voltar campeão.

A direção gremista armou um forte esquema de segurança para evitar a torcida adversária, dentro de campo o tricolor fez um primeiro tempo memorável. Com uma arrancada formidável, Fernandinho abre o placar e pouco depois Luan, o Rei da América, marca um golaço. A jovem revelação tricolor, Arthur, dominava o meio campo e na defesa ninguém superava Bressan e Geromel. Muito embora os argentinos tenham descontado com gol de pênalti no segundo tempo, nada podiam fazer além de assistir o Grêmio erguendo pelas mãos de seu capitão a sua terceira taça da Libertadores.

Foto de destaque: RBS

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