Raízes Negras – Ronaldinho Gaúcho: ousadia e alegria

Futebol arte, dribles desconcertantes, um sorriso cativante, pandeiro no vestiário e samba no pé. Ronaldo de Assis Moreira é, sem dúvidas, um dos maiores personagens do futebol brasileiro

Negro e gaúcho, Ronaldinho foi criado em Porto Alegre por uma família modesta, mas que sempre o acompanhou. Com o apoio de seus pais e sua irmã, foi revelado no Grêmio e teve seu irmão Assis como companheiro, amigo e empresário. Foi para a Europa e lá pôde mostrar todo seu talento para o mundo.

O Bruxo, como era apelidado, conseguia fazer mágica com os pés e levar multidões ao completo êxtase do futebol. Com 276 gols na carreira, brilhou nos principais times do Brasil e do velho continente. Além do Grêmio, jogou pelo Flamengo, Fluminense, onde encerrou sua carreira em 2018, e Atlético Mineiro, clube em que conquistou uma Libertadores da América.

Fora do país, jogou pelo Milan, da Itália, Paris Saint-Germain, da França, Querétaro, México, e Barcelon, Espanha, time no qual jogava quando foi premiado pela Fifa com o troféu de melhor jogador do mundo na temporada 2004/05, quando também conquistou a Champions League para os espanhóis.

Sempre muito bem humorado, Ronaldinho já cumpriu diversos feitos, principalmente fora do futebol: o atual ex-jogador já gravou músicas com cantores, já esteve presente em abertura de Copa do Mundo e, no início de 2020, foi preso por apresentar falsos documentos quando chegou ao Paraguai com seu irmão.

Poucos conseguiram conquistar em suas carreiras Libertadores, Champions League, Copa do Mundo e ser considerado o melhor do mundo pela Fifa, como o gaúcho fez. Fora dos gramados, Ronaldinho conseguiu outro grande feito em parceria com Maurício de Souza: ele foi a inspiração do primeiro personagem negro dos quadrinhos da Turma da Mônica e tornou-se um exemplo para diversos jovens no país.

Em uma entrevista para a ‘Revista Raça’, Ronaldinho contou que nunca sofreu racismo diretamente. No entanto, já viu seus colegas sendo descriminados e argumentou que ao insultar um negro, todos sentem.

Na época eu jogava no Barcelona e o Eto’o (camaronês Samuel Eto’o), também negro, sofreu com isso. Nunca senti isso diretamente na pele, mas senti como se fosse comigo. Eu sou completamente contra o racismo, venho de um país com uma mistura de raças e culturas muito grande. Então acabei vendo muito mais isso quando fui morar na Europa”, explicou Ronaldinho em parte de seu depoimento.

Negro, brasileiro e gaúcho. Com os dentes tortos e o cabelo cacheado, Ronaldinho deixou sua marca em todos que o viram jogar. É mais um negro que enche o coração do brasileiro de orgulho. Simplesmente Ronaldinho Gaúcho.

Foto de destaque: Reprodução

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