#ApoieOFutFeminino: conheça o projeto Meninas em Campo, que será beneficiado na campanha da Guaraná Antarctica

Atletas do Santos FC que saíram do Meninas em Campo falam junto da coordenadora, Sandra Santos, sobre o projeto e as suas metodologias

O projeto Meninas em Campo, que começou em 2016, foi o escolhido para receber os investimentos da campanha #ApoieOFutFeminino, lançada em outubro pela Guaraná Antarctica, que disponibilizou mais de 30 milhões de latinhas do refrigerante Guaraná para que marcas do Brasil estampassem as suas logos em troca de investimentos para o futebol feminino de base.

O projeto é definido como uma organização social, sem fins lucrativos, que possui como objetivo fomentar o futebol feminino de base. O período de inscrição das marcas para a campanha foi até o dia 06 de novembro e para participar era preciso entrar com uma cota de 50 mil reais. Os investidores ainda não foram revelados.

Conversamos com a Sandra Santos, coordenadora e coach esportiva do Meninas em Campo, e com as atletas Laura Valverde e Gi Fernandes, duas das revelações do projeto que hoje atuam no time profissional do Santos e na Seleção Brasileira sub-17.

Conheça agora mais sobre o projeto.

O projeto Meninas em Campo

Foto: Reprodução/Instagram

O projeto Meninas em Campo recebe meninas entre 9 e 17 anos para treinar futebol. Os treinos possuem metodologias que visam o desenvolvimento das habilidades socioemocionais das atletas, fazendo com que elas cresçam mentalmente por meio do esporte.

Sandra Santos está no projeto desde que ele começou, em 2016. Ela atua na gestão e na liderança da equipe de profissionais em campo. No início, era ela quem dava as aulas. “O Meninas em Campo foi criado e é mantido através do Colégio Santa Cruz, parceiro educacional que apoia as nossas ações com grande valor no desenvolvimento de meninas”, respondeu Sandra ao Rainhas do Drible, sobre como o projeto é sustentado.

Sandra Santos, além de coordenadora, é também coach esportiva (Foto: Reprodução/Instagram)

Segundo a coordenadora, mais de 200 garotas já passaram pelo Meninas em Campo. Hoje, eles atendem cerca de 130 meninas. Entre as jovens que tiveram a sua formação no projeto, estão as atletas do time profissional do Santos, como Laura Valverde, Giovanna Fernandes, Analuyza, Nicole Marussi, Sassá Martins e Luana Theodoro, e do Vasco da Gama, a Isabella Rangel.

As seis atletas que subiram da base para o elenco profissional do Santos nesta temporada saíram do Meninas em Campo (Foto: Pedro Ernesto Guerra/Santos FC)

Para a meio-campista Laura Valverde, o projeto possui uma formação muito humana e tanto ela quanto as suas companheiras aprenderam coisas simples que as fizeram evoluir como atletas e como pessoas. “Me fez evoluir, criar maturidade. Aprendi muitas coisas dentro do projeto que foram importantes demais para o meu crescimento”, disse ela.

Entre os aprendizados citados por Laura estão a sustentabilidade, o empoderamento e as responsabilidades que ela precisa ter com as suas coisas e o seu corpo. “O projeto me ensinou muitas coisas e eu acredito que tem uma grande influência na minha vida profissional, na minha formação e em quem eu sou hoje”, acrescentou.  

Laura Valverde, atleta profissional das Sereias da Vila (Foto: Pedro Ernesto Guerra/Santos FC)


Para Sandra, ver essas meninas em clubes e na Seleção é uma alegria enorme e a deixa muito esperançosa para o futuro. “A esperança é ainda maior por poder contar essas histórias junto com elas para que outras meninas também possam alcançar seus resultados e, principalmente, para que tenhamos cada dia mais ‘Meninas Em Campo’”, acrescentou.

A coordenadora enxerga o projeto em primeiro lugar como um espaço para despertar o potencial de meninas e profissionais por meio do futebol. “Ser atleta de excelência é um dos resultados que podemos colher”, finalizou ela.

Em pé, da esquerda para a direita: Gi Fernandes e Laura Valverde; Agachadas, da esquerda para a direita: Analuyza e Luana Theodoro, pela Seleção sub-17 (Foto: Reprodução/Instagram)

Metodologia do projeto Meninas em Campo

É muito comum ver as atletas que fazem parte do Meninas em Campo lendo livros, se posicionando sobre questões sociais e deixando exposto por meio de postagens a mentalidade forte que elas aprenderam a ter. Essa questão mental, para a coach Sandra Santos, é o ponto de partida de tudo.

Quando mudamos a nossa forma de pensar, mudamos os nossos resultados. Para isso, é necessário ampliar a visão de mundo. Sendo assim, no projeto nós propomos vivências e sessões de coaching em grupo e individual”, explicou ela.

“É o mínimo que eu poderia fazer sendo coach esportiva e acreditando no desenvolvimento pessoal e mudança de mindset”, acrescentou Sandra.

Segundo Laura, os aprendizados que ela teve no projeto estão com ela todos os dias, principalmente os que estão relacionados à mentalidade. “Lá eles mostram o quão importante isso é para o nosso lado profissional e pessoal”, disse ela.

“Para desenvolver um bom futebol, tendo um bom desempenho dentro de campo, a gente também precisa da mentalidade. Não só para o futebol, mas para a vida também”, acrescentou.

A coach explicou que na metodologia ‘Em Campo’, eles provocam e valorizam o desenvolvimento de comportamentos que sejam bons para si e sejam melhores para o outro.

Para o outro, é ser equipe. Para o todo, é ser parte na construção de uma sociedade melhor. Daí que vem o envolvimento com causas sociais, leituras, rodas de conversas etc”, explicou Sandra Santos.

Sobre as causas sociais, Laura diz que era algo aprendido diariamente no projeto. Para ela, no Brasil é preciso lutar por coisas maiores. “Lutar pelos nossos direitos e pela igualdade não só de gênero, mas também pela racial”, disse a meio-campista.

Nós precisamos buscar evolução no nosso país e eu espero que essa nova geração venha mais forte para que possamos mudar muitas coisas que foram implantadas na sociedade e não precisam estar porque não nos fazem crescer”, acrescentou.

Laura, pela Seleção Brasileira sub-17 (Foto: Reprodução/Instagram)

Tanto Laura Valverde quanto Gi Fernandes não possuíam o hábito de leitura e, segundo elas, foi no projeto Meninas em Campo que desenvolveram este costume. “Nas rodas de conversa eles abordavam sobre a importância do hábito de leitura. Foi a partir daí que eu comecei a ter esse costume e hoje vejo o quanto isso faz a diferença”, disse Gi.

“As rodas de conversa que tivemos com a coach Sandra e as palestras nos ajudaram muito para sermos diferentes das outras pessoas, e isso hoje em dia faz diferença tanto dentro como fora de campo”, acrescentou ela.  

O projeto nos ensinou o que é ser atleta”, concluiu Gi Fernandes.

Guaraná Antarctica e o futuro do projeto Meninas em Campo

A coordenadora do projeto considera a parceria com a Guaraná um “encontro de pessoas e empresas apaixonada pelas mesmas causas”. Ela exemplificou dizendo que a marca é um produto brasileiro que apoia a Seleção feminina e que ampliou a visão para a raiz de tudo: o esporte social e a formação de base.

“Agora estamos juntos e buscando um impacto maior no desenvolvimento da categoria”, finalizou Sandra.

Sandra Santos é coordenadora e coach esportiva do projeto Meninas em Campo (Foto: Reprodução/Instagram)

A visão de futuro que a coordenadora possui para o projeto Meninas em Campo é de ter um espaço com maior qualidade e estrutura para que mais meninas possam ter onde jogar junto de profissionais, auxiliando na formação para trabalhar com as atletas.

“Ter uma equipe de competição para garantir vivências competitivas e revelar mais e mais meninas. Visibilidade para atletas, valorização através do comportamento e ações coletivas para uma sociedade melhor”, acrescentou Sandra.

Gi Fernandes completará 16 anos em dezembro deste ano e a Laura Valverde já fez 17. As duas fazem parte das atletas de base que subiram para o elenco profissional do Santos e são regularmente convocadas para a Seleção sub-17. São duas jovens que estão vivendo um momento especial e de bastante crescimento na carreira, muito por conta da formação que tiveram no projeto Meninas em Campo.

Gi Fernandes e Laura Valverde (Foto: Arquivo Pessoal)

A campanha feita pela Guaraná vai contribuir para que mais garotas tenham a formação que elas tiveram e com ainda mais investimentos. “Eu fico super feliz, isso desenvolve não só as meninas, mas também a categoria feminina, que tende a crescer cada vez mais com ações desse tipo. Espero que outras empresas apoiem cada vez mais o futebol feminino”, disse Gi Fernandes.

Laura considera esse momento como algo “muito gratificante” e, assim como a Gi, ela também fica feliz pelo momento. “Eu fico muito feliz por ver uma empresa grandiosa como a Guaraná e tantas outras que estão com eles nessa incentivando o futebol feminino, a nossa categoria merece e a cada dia mais a gente vem fazendo por merecer”, concluiu a meio-campista.

Foto de destaque: Reprodução/Instagram

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