História da vovó do Pito: A maior palmeirense do país

A história de Adelaide Antônia das Dores, a primeira torcedora-símbolo dentro do Palmeiras.

Vovó do Pito é o apelido dado para Adelaide Antônia das Dores. Ela nasceu e cresceu dentro de uma fazenda, em Sorocaba, interior do estado de São Paulo. Filha e irmã de escravos. Foi alforriada jovem e migrou para a capital do estado.

Para se sustentar, Adelaide trabalhava em casas de famílias da elite paulista. Era uma senhora simpática e adorável, querida pelos grandes membros acadêmicos da cidade de São Paulo por sua simpatia.

Vovó do Pito teve seu primeiro contato com futebol aos 91 anos, quando o Palestra Itália foi fundado, em 1914. Era vista como amante do esporte e do clube, indo a todas as partidas, mesmo com a idade avançada.

Participava das caravanas de torcida e era presente dentro da diretoria do clube que hoje é um dos maiores times do Brasil. Após uma derrota em 1933, no Torneio Rio-São Paulo, Adelaide propôs ao treinador da época, Humberto Cabelli, para que ele a colocasse para jogar na zaga, ao lado de Junqueira, seu jogador ídolo dentro do time alviverde. E colocaram ela em campo, por quinze minutos.

A vovó do Pito se tornou referência dentro da história do clube, sendo uma figura emblemática e lembrada até os dias atuais. A vovó faleceu em 1934, no mês de novembro, dois meses depois de ver seu tão amado time conquistar seu tricampeonato paulista.

No seu enterro, estavam presentes estudantes, jornalistas, jogadores e membros da diretoria do Palmeiras, na época ainda chamado de Palestra Itália. Vovó do Pito foi, sem dúvidas, uma das maiores figuras dentro da torcida do time.

Mulher, negra e de família de escravos, mesmo em uma época tão marcada pelo racismo e pelo machismo, deixou tudo isso de lado e foi extremamente acolhida pelo clube, fazendo com que mesmo no auge da sua velhice, fosse intitulada como chefe da torcida.

A página oficial do Palmeiras divulgou um post de homenagem em suas redes sociais dedicado a Adelaide, na última sexta-feira (20), dia da consciência negra, mostrando sua história e simbologia dentro do time e do futebol.

Foto publicada em 1933 mostra Adelaide com o distintivo do Palestra bordado no vestido (Acervo Histórico/Palmeiras)

Foto de destaque: Reprodução/Palmeiras

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