Barcelona vivencia momento de pior crise desde 2008 e outro presidente renuncia

Josep Maria Bartomeu tomou a decisão de abandonar o controle do Barcelona na última terça-feira (27), depois de sofrer grande pressão da oposição do clube. O presidente assumiu o comando do clube catalão em janeiro de 2014, por conta da também renúncia do ex-presidente Sandro Rosell. Em 2015, Bartomeu foi eleito para um longo mandato de seis anos, que encerraria na metade do ano que vem (2021).

Mesmo tendo conquistado 13 títulos no comando dos barcelonistas – sendo quatro deles o Campeonato Espanhol e uma Liga dos Campeões –, o descontentamento dos torcedores em relação à última temporada sem levantar canecos ficou insustentável. Após a derrota sofrida por 8 a 2 contra o Bayern de Munique nas quartas de final da Champions League, a crise se alastrou também para dentro dos vestiários, ocasionando a revolta de Lionel Messi.

O argentino, que é o maior ídolo do Barcelona, pediu reforços para a nova temporada; no entanto, a diretoria não conseguiu agradar com as contratações que fez. Antoine Griezmann, Arthur e Ousmane Dembélé foram alguns dos nomes que a diretoria buscou. Messi pedia o retorno de Neymar Jr, os catalões buscaram trazê-lo, mas não efetivaram a contratação. Surgia o maior problema do Barcelona: a vontade de Messi de deixar o clube.

Em entrevista ao ‘Goal’, jornal espanhol, o argentino disparou para o repórter: “Foi tudo muito difícil e chegou um momento em que planejei buscar novos objetivos, novos ares. Não foi por causa da derrota na Champions para o Bayern, já estava pensando nessa decisão fazia tempo. Eu disse isso ao presidente e, bom, o presidente sempre disse que ao fim da temporada eu podia decidir se queria ir ou ficar, mas no fim das contas ele não cumpriu sua palavra” , atacando o presidente Josep Maria Bartomeu.

O agora ex-presidente conseguiu negociar a permanência de Messi na equipe, mas não conseguiu segurar o escândalo que a imprensa espanhola divulgou, que ficou conhecido como BarçaGate. As acusações referem-se à contratação de uma empresa que seria responsável por deixar comentários positivos para Bartomeu nas redes sociais, e do mesmo modo, comentários negativos em relação a alguns atletas e suas famílias. Dentre eles estavam Piqué, Xavi e o próprio Messi.

Vale lembrar que a diretoria passava por um processo de Moção de Censura – que, caso fosse concluída, poderia resultar na destituição dos cartolas catalães. Segundo o estatuto do clube, seria necessário 15% das assinaturas dos sócios que votam; o total corresponde a 16.520 pessoas, e depois de grande campanha nas redes sociais, já havia sido recolhidas mais de 20 mil assinaturas.

O principal motivo da renúncia, anunciada pela imprensa espanhola, seria a não atualização do governo da Catalunha para o adiamento da Moção de Censura. A diretoria preferiu não passar por todo o processo e já apresentar o afastamento.       

Foto de destaque: German Parga/FC Barcelona

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