A volta de Robinho ao Santos é rodeada de polêmicas: entenda o caso

O anúncio da volta de Robinho às redondezas santistas causou desavenças entre torcedores. O fato é que o jogador, acusado de estupro coletivo contra uma jovem albanesa quando ele ainda jogava no Milan, na Itália, será julgado em segunda instância em dezembro

No último sábado (10), Robinho foi anunciado pela diretoria do Santos como reforço do time para continuidade da temporada. O presidente, Orlando Rollo, se dirigiu à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para inscrevê-lo no Campeonato Brasileiro na lista do BID. Essa foi a primeira polêmica do caso: o jogador foi registrado na segunda-feira (12), em um plantão extraoficial.

A urgência em inscrevê-lo refere-se à punição que o Santos receberia da Fifa, na terça-feira (13), por não ter pago a dívida por Soteldo – meio-campista que ainda atua pelo Alvinegro – e por Aguilar, que impediria o registro de novos atletas. Vale lembrar que a CBF só permite publicações no BID em horário de expediente, que não inclui feriados.

A segunda polêmica está relacionada à condição do atleta em relação à justiça italiana. Robinho é réu de um processo relacionado a um episódio que ocorreu em 2013, quando ele ainda vestia a camisa do Milan. O atacante foi a uma boate e, segundo o Ministério Público, com um grupo de amigos, teriam embebedado uma jovem albanesa e cometido um estupro coletivo. O jogador nega.

No entanto, no julgamento em primeira instância realizado em novembro de 2017, o Tribunal de Milão condenou o jogador a nove anos de prisão. O caso cabe recurso e está sendo utilizado pela defesa.

As acusações são baseadas no depoimento da vítima e em conversas telefônicas interceptadas pela polícia que, de acordo com o trecho do veredicto, “os réus riram várias vezes do ocorrido, demonstrando um desprezo absoluto pela condição da vítima, exposta a repetidas humilhações”.

A repercussão do caso não foi positiva. Com o depoimento do presidente santista ao jornal ‘Folha de São Paulo’, no último domingo, a reação foi intensificada negativamente. Ao dizer que as críticas referentes à contratação eram ‘dor de cotovelo’ dos adversários e defender Robinho ao indagar se ele era realmente culpado, a opinião pública foi contrária.

A imprensa desempenhou diversas críticas e a manifestação de coletivos de torcedoras – santistas e não santistas – entraram com recursos legais no STJD pedindo a anulação da inscrição de Robinho.

Ontem (13), o programa ‘Fox Sports Rádio’, do canal ‘Fox Sports Brasil’, recebeu a advogada do jogador no Brasil, Marisa Alija, que está conduzindo o caso juntamente com os representantes do atleta na Itália, já que o julgamento em segunda instância ainda ocorrerá em dezembro deste ano.

Alija defendeu a condição do atleta e afirmou que ele está apto juridicamente a participar de competições esportivas oficiais. Segundo a advogada, “tecnicamente, ele foi condenado, é acusado, sofreu perda na primeira instância, mas tem pelo menos mais dois graus de recurso. Só pode ser condenado depois que não houver recurso cabível”.

Foto de destaque: Divulgação/Santos FC

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