Depois da novela do ‘vai, não vai’, a bola rolou entre Palmeiras e Flamengo

Entenda as polêmicas e decisões acerca da partida entre Palmeiras e Flamengo, que ocorreu pela 12º rodada do Campeonato Brasileiro

O Flamengo, que, em maio, se colocou à frente na retomada dos treinos, nas testagens para Covid-19 e na pressão para retomada do Campeonato Carioca em junho, pediu, na última terça-feira (22), o adiamento da partida de ontem (27) contra o Palmeiras. A justificativa do pedido está no fato de que a viagem para o Equador, pela Libertadores, resultou um surto de contágio de coronavírus que afetou desde funcionários até jogadores do clube. No total, o Rubro-Negro contabilizou 40 testes positivos, sendo 19 jogadores.

O time carioca que, há alguns dias, clamava pela volta da torcida aos estádios e defendia o melhor protocolo do Brasil, conseguiu o adiamento do jogo até minutos antes da partida, alegando uma questão de “saúde pública”. O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) acatou o pedido do Sindicato dos Empregados em Clubes, Federações e Confederações Esportivas e Atletas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (Sindeclubes).

Desde o início das especulações do pedido por parte do Flamengo, o Palmeiras foi contra o adiamento da partida. Os jogadores e a própria página oficial do time continuaram a divulgar o confronto. Além disso, Maurício Galiotte, presidente do Alviverde, assinou um comunicado pedindo o cumprimento dos protocolos acordados antes do início do campeonato e afirmou: “Caso seja definido que o protocolo determinado para o Campeonato Brasileiro não será cumprido, é preciso paralisar a competição”.

Mesmo o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) negando o pedido de adiamento, a decisão do TRT-RJ prevaleceu e o jogo seguiu suspenso. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entrou com um mandado de segurança para a realização do jogo, mas a desembargadora Maria Helena Motta, plantonista do TRT, decidiu manter o adiamento. A última tentativa da CBF foi recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

O domingo chegou e o horário do jogo foi se aproximando. Nenhuma decisão havia sido tomada. O Palmeiras já estava no Allianz Parque e fazia o aquecimento para entrar em campo. Já o Flamengo não foi a campo aquecer e atrasou em 20 minutos, propositalmente, o horário de início da partida, que acabou acontecendo. A confirmação de que a bola rolaria veio poucos minutos antes das 16 horas. O TST derrubou a liminar que suspendia o jogo e confirmou o duelo, já que o TRT-RJ não tem jurisdição para suspender um evento fora de seu Estado.

A partida começou às 16h20. O primeiro tempo, com maiores chances do Rubro-Negro, ficou no 0 a 0. No segundo tempo o jogo esquentou, os dois times entraram para decidir a partida. O Palmeiras abriu o placar aos nove minutos com um chute do garoto Patrick de Paula, que desviou em Thiago Maia, volante adversário. Um minuto depois do reinício, o centroavante Pedro, do Fla, deixou tudo igual.

Um jogo equilibrado. Com o time desconfigurado e majoritariamente formado por garotos da categoria de base, o Flamengo surpreendeu o Palmeiras, que não vem em boa fase criativa.

Com o empate, os dois times deixaram escapar a oportunidade de se aproximar da liderança do campeonato. O Palmeiras acumulou 19 pontos e está na 4ª posição, enquanto o Flamengo, com 18, é o 6º colocado.

Foto de destaque: Marcello Zambrana/AGIF

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