Nunca foi somente futebol e nunca será

Você já parou para pensar o tamanho dessa frase? Se ela é real ou se é mentira? Olha, se eu posso bem dizer, os amantes de futebol entendem bem. Aquele gol no último minuto, aquele pênalti defendido ou até mesmo aquela roubada de bola estufam o coração do torcedor. E não foi nada diferente ao longo desses últimos dias.

Não tiveram pênaltis defendidos, mas ocorreram coisas que provam a veracidade do título desse texto. O futebol foi maior que a rivalidade, e o Iranduba, junto com todos que estavam apoiando o projeto, agradeceu muito ao 3B pela parceria. Para quem não acompanhou, o Hulk, como é intitulado o Iranduba, não estava conseguindo manter o time com a pandemia. Então, para conseguir entrar no gramado e jogar o Brasileirão A1 feminino, o 3B e o Hulk uniram-se a favor do futebol.

A gente olha isso e vem logo o brilho nos olhos, aquela vontade de chorar, se emocionar, mas tudo de felicidade. Quando a gente vê uma jogadora surda entrando em campo junto com um time profissional de ouvintes, como foi a estreia da Stefany, jogadora do Palmeiras, no último final de semana, você percebe o valor disso tudo. Não foi uma simples substituição, foi o começo de um novo espaço, de uma inclusão.

Não! Nunca foi só futebol.

O esporte reflete questões e questões. Seja política, econômica, de saúde… O futebol vai estar lá para espelhar dentro de campo. Como o crescimento da porcentagem de violência contra a mulher que as Sereias da Vila estamparam em seu uniforme ao entrar em campo contra o Audax. Sim, é muito mais que um simples uniforme, é dar voz ao assunto.

E se a gente falar de mulheres na coordenadoria de futebol feminino da Confederação Brasileira de Futebol? Presta atenção no tamanho da representatividade que tem nisso. Aquela aluna que sonha em fazer gestão e trabalhar com o que ama está vendo que ela pode. E não é só isso, tivemos mulheres na narração e com grandes elogios. Mulheres narrando Campeonato Brasileiro e Champions League feminina, mulheres comentando. 

E são assim as questões que o esporte traz. Aquele torcedor que chorou e se emocionou com os 110 anos do Corinthians e 106 do Palmeiras, que comemorou pelo telefone, pela chamada de vídeo, porque não pode sair de casa para comemorar com seu time do coração.

A gente também teve jogador chorando em campo após perder a tão esperada Champions League, aquele nome que pode ser torcedor dentro de campo. Vimos atleta fazer gol após um ano e seis meses sem jogar e agradecer ao time e à sua esposa, que estava o entrevistando.

O futebol vive dos seus dias ruins e bons, dias que você só quer xingar seu time e sua diretoria, mas também há dias que você só quer agradecer por acompanhar esse esporte tão maravilhoso. 

E tudo isso ainda fica muito mais eufórico e registrado quando pensamos no que estamos vivendo atualmente. No meio de uma pandemia, o torcedor tem a preocupação de enviar uma fotinho sua para colocar no estádio, na torcida de arquibancada. Agora me fala, é só futebol?

Assim que os amantes de futebol vivem, assim que se apaixonam tanto pelo esporte. Não é só o gol nos últimos minutos, nem o pênalti defendido, mas são muitas outras infinitas questões. O futebol é lindo, sorte de quem acompanha.

Foto de destaque: AFP/Arquivos

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