A tradição da camisa 7 na história do Palmeiras

Saiba qual é o peso da camisa 7 na formação de ídolos alviverdes

A camisa 7, normalmente, é destinada aos jogadores que atuam como ponta-direita, também conhecidos como “atacantes de beirada”. O ponta-direita é aquele atacante que se movimenta mais, atua dominando a bola no meio-campo e abrindo as jogadas para a extremidade direita do gramado.

Quando se trata de jogadores que fizeram história atuando nessa posição, o Palmeiras tem uma grande e brilhante lista. Dentre os diversos números de camisas que marcaram a história alviverde, o sete tem grande notoriedade. Muitos dos jogadores que sentiram o peso dessa camisa, ao longo dos quase 106 anos de história, fizeram seus nomes como ídolos do Verdão.

Ídolos com a camisa 7

Eduardo Jorge Lima, mais conhecido como ‘Lima‘ ou ‘Garoto de Ouro’, é um dos ídolos pela camisa 7 na história do Palmeiras. Jogou de 1938 a 1954, totalizando 17 temporadas. Atuou em 467 jogos e balançou as redes 148 vezes. Os principais títulos que conquistou pelo Verdão foram: Paulistas de 1940, 1942, 1944, 1947 e 1950; Torneio Rio-São Paulo de 1951 e Mundial Interclubes de 1951.

Oswaldo Luiz Moreira, mais conhecido como ‘Liminha‘, é outro grande nome. Jogou no Palmeiras de 1951 a 1955. Ao longo desse período, atuou em 230 jogos e marcou 106 gols. Os principais títulos dos quais participou da conquista foram: Torneio Rio-São Paulo de 1951 e Mundial Interclubes de 1951, com direito a gol do título.

Júlio Botelho, ou ‘Julinho Botelho‘, também fez seu nome como ídolo no Palmeiras. Totalizou 269 jogos e 80 gols no período entre 1958 e 1965. Os principais títulos que conquistou foram: Paulistas de 1959 e 1963; Brasileiro de 1960 e Torneio Rio-São Paulo de 1965.

Ademar Miranda Júnior, famoso ‘Ademar Pantera‘, teve duas passagens no Palmeiras: de 1964 a 1967 e em 1968. Em cinco temporadas, acumulou 135 jogos e 87 gols. Como grande nome, Ademar atuou na partida que o Palmeiras representou a Seleção Brasileira contra o Uruguai. Os principais títulos que ele conquistou pelo Verdão foram: Torneio Rio-São Paulo de 1965 e o Paulista de 1966.

Carlos Eduardo da Silva, ou ‘Edu Bala‘, jogou no período de 1969 a 1978. Em dez temporadas, Edu atou em 481 jogos e balançou as redes 76 vezes. Os principais títulos que ele participou da conquista foram: Brasileiros de 1969, 1972 e 1973 e Paulistas de 1972, 1974 e 1976.

Jorge Antônio Putinatti, o ‘Jorginho Putinatti‘, jogou no Palmeiras de 1979 a 1987. Ficou conhecido por aparecer na capa de uma edição da Revista Placar segurando um porquinho, o que iniciou a identificação do torcedor palmeirense com o mascote. Em sete temporadas, participou de 369 jogos e fez 95 gols.

Edmundo Alves de Souza, o ‘Animal‘, passou duas vezes pelo Palmeiras (1993 a 1995 e 2006 a 2007). Nas cinco temporadas que atuou pelo Verdão, participou de 223 jogos e fez 99 gols. Principais títulos: Paulistas de 1993 e 1994, quebrando o jejum do Palmeiras de 17 anos sem títulos e sendo peça fundamental no título de 93; Torneio Rio-São Paulo de 1993, com dois gols dele na decisão e Brasileiros de 1993 e 1994.

Arílson de Paula Nunes, o ‘Paulo Nunes‘, mais conhecido como ‘Diabo loiro’, jogou no Palmeiras de 1998 a 1999. Participou de 133 jogos e balançou as redes por 62 vezes. Suas principais conquistas pelo Verdão foram: Copa do Brasil de 1998, Copa Mercosul em 1998 e a Copa Libertadores da América em 1999.

A idolatria recente

Se para todas ou quase todas as gerações anteriores o maior camisa sete que o Palmeiras já teve foi Edmundo, para as gerações mais recentes o nome é outro: Eduardo Pereira Rodrigues, o Dudu, também chamado de ‘Baixola’.

Ele que é, até agora, o último dono da camisa 7, chegou ao Palmeiras em 2015 e foi emprestado recentemente para o Al-Duhail, do Catar. Ao longo de seis temporadas, o Baixola atuou em 305 jogos e marcou 70 gols pela camisa do Verdão. Em pouco mais de cinco anos de Palmeiras, Dudu conquistou a Copa do Brasil de 2015 e os Campeonatos Brasileiros de 2016 e 2018.

Pelas gigantes atuações e brilhantismo, Dudu fez seu nome com a mística camisa 7 do Verdão, conquistando e criando uma enorme relação com a torcida alviverde. Por tamanha identificação, amor e orgulho da torcida, Dudu com certeza é um ídolo da história do Palmeiras.

O futuro da camisa

Com o recente empréstimo de Dudu para o time do Catar, a numeração está vaga. Os resultados de uma enquete realizada pelo ‘GloboEsporte.com’ no dia 20 de julho demonstraram o desejo dos torcedores para o futuro da camisa.

Com 52,5% dos votos, o garoto Gabriel Veron é o favorito. A outra opção mais votada foi para um reforço que chegaria, especialmente, para ocupar o número sete. Em ordem, os outros nomes mais votados foram Rony, Willian, Wesley e Luan Silva.

Foto de destaque: Cesar Greco/Agência Palmeiras

17 comentários sobre “A tradição da camisa 7 na história do Palmeiras

  1. Sou da geração Edmundo, o Animal. Fui aos estádios, me acabava aos gritos com seus lances. Amei sua matéria, o Verdão é minha grande paixão 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

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  2. Pra nois não importa camisa sete aqui e curintia e não tem ninguém camisa sete e o Marcelinho o fenômeno certo nois vai ganhar ser tetra valeu kkkkkkkkkkkkkkkkk

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