O futebol de várzea em meio a pandemia: Entrevista exclusiva com Débora Roque

Lateral-esquerda do time de várzea da zona sul de São Paulo, comenta como a pandemia afetou na rotina de treinos e jogos do futebol feminino amador

A pandemia impactou o futebol como um todo, e na várzea não poderia ser diferente. Em uma entrevista exclusiva ao Rainhas do Drible, Débora Roque, a atleta do time de várzea do Jardim Brasília, localizado na zona sul de São Paulo, comentou um pouco sobre o impacto do coronavírus no futebol de várzea.

Ela que é lateral esquerda do Brasília, disse que por conta do vírus os jogos foram paralisados afetando completamente o dia a dia dos treinos e principalmente nos campeonatos. Para ela, essa paralisação ainda vai demorar um pouco e a ansiedade está grande para voltar aos campos.

Em relação aos treinos, Débora comentou: “Não estamos treinando por enquanto, pela nossa própria segurança” e ainda complementou: “Algumas meninas treinam em casa principalmente a parte física para conseguir ter a resistência necessária para aguentar os próximos jogos quando tudo voltar ao novo normal”

O time que não joga mais desde a paralisação, aguarda a liberação do CDC para realizar os treinamentos, mas entendem que ainda é preciso respeitar todas as regras e manter a distância, visto que algumas residem com pessoas do grupo de risco.

O futebol de várzea vem ganhando a cada dia mais telespectadores, e ainda que seja um futebol amador, há grandes talentos que foram descobertos nos campos das periferias e com certeza há muitos outros. O futebol raíz como também é conhecido, tem uma energia diferente do tradicional, afinal todos se respeitam e se tratam com família e tudo acaba sempre com um churrasco e pagode. E vamos combinar que não tem como viver sem isso tudo.

No Brasília não é diferente, e por ter todo esse respeito e cuidado, o time não teve nenhum caso confirmado da COVID-19, mas temem que alguém do time contraia ou até mesmo algum familiar ou amigo. Assim como a Débora, todos nós estamos ansiosos para o retorno do futebol, mas é preciso cautela. 

“Todo cuidado é pouco, e estamos ansiosas com o retorno, espero que seja breve. Estávamos no meio de um campeonato e queremos voltar com tudo”, comentou.

Débora ainda citou que ninguém desistiu de jogar e que talvez apareça ainda mais meninas com desejo de jogar, afinal todo mundo já ficou muito tempo em casa, e com isso, todas descansaram bem e pretendem fazer algo fora de casa como jogar futebol, por exemplo.

Em São Paulo, já foram confirmados mais de 393 mil casos de COVID-19, sendo que de mortes foram mais de 18 mil. Essa doença que pode ser transmitida pelo contato próximo ou até mesmo por uma superfície contaminada, é ainda um paradigma para muitos, mas é algo que precisa ser administrado com muito cuidado e se possível ficando em casa.

O retorno do futebol profissional já se iniciou em alguns países, até mesmo no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o retorno do Paulistão está previsto para o dia 22 de julho, e o feminino volta em seguida. Nos campos de várzea esse processo pode se estender por mais um tempo até que tudo normalize.

*Débora Roque está no canto inferior à direita, na imagem.

Foto de destaque: Arquivo pessoal

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