Protocolo de segurança para o retorno do futebol paraense é entregue ao Governo do Estado

Campeonato Paraense está paralisado desde o dia 19 de março. Em contrapartida, o presidente do Paysandu ameaça não jogar caso o protocolo não seja cumprido

A Federação Paraense de Futebol (FPF), após mais de um mês de reunião, finalizou o protocolo que pode pôr o retorno do futebol no estado. No último dia 18, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, se reuniu por videoconferência com o médico Flávio Freire, em nome da Associação de Medicina Esportiva, para analisar o protocolo de segurança. Hoje o Pará tem 88.636 casos confirmados e 4.672 mortes*.

Paulo Romano, coordenador da comissão de segurança e vice-presidente da Federação Paraense de Futebol, revela que o protocolo será divulgado ao público após a avaliação dos órgãos governamentais e que tudo que foi inserido está discutido em nível mundial.

“(…) Foram semanas de aprendizados a todos. A comissão como um todo se acha segura do que foi produzido. Agora, aguardamos as agendas, tanto do governo quanto da prefeitura para que possamos dar início as etapas de retomada do futebol no Estado do Pará.”, conta o coordenador.

No entanto, o protocolo foi questionado pelo presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul. Para ele, tem que haver obrigatoriedade dos clubes em cumprir todos os pontos explícitos no protocolo e as equipes que não cumprirem ou que utilizem as regras de maneira incorreta, sejam punidas. Além disso, o presidente questiona a decisão da FPF de que, se houver punição aos clubes, deverá ser feita uma reunião e a unanimidade na decisão.

“Se o protocolo for uma sugestão, melhor não ter. Isso e nada é a mesma coisa. Se ele for uma obrigação e não tiver punição para quem não cumprir, será a mesma coisa de sugestão. Faço a comparação com o cartão vermelho, que ele é uma obrigação. Se você possui um atleta que é expulso, ele não poderá ser utilizado na próxima partida, pois o clube poderá perder os pontos. Agora se não tiver a punição, eu vou utilizar o atleta. No protocolo, é a mesma coisa, é preciso ter uma punição prevista, pois não faz sentido. Se ele não for obrigatório e não ter punição, o Paysandu não disputa mais campeonato. Isso é brincar com a vida das pessoas, já chega de amadorismo, fingindo que estão fazendo protocolo e outros fingindo que estão cumprindo”.

O Campeonato Paraense paralisou as atividades faltando duas rodadas para o início da fase final, que contém somente semifinal e final. O Paysandu está em primeiro, com 19 pontos, em seguida o Clube do Remo com 17, Castanhal e Paragominas fecham o G4 com 14 e 13 pontos, respectivamente.

*Boletim atualizado na noite de ontem às 18h pela Sespa-PA (Secretária de Estado de Saúde Pública).

Foto de destaque: Maycon Nunes/Arquivo

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