Sócio-torcedor: a alternativa para amenizar crise financeira do Clube do Remo e Paysandu

Dentre as medidas buscadas pelos presidentes dos clubes paraenses, o programa sócio-torcedor é a saída para superar a crise

O mundo parou com a pandemia do novo coronavírus. Consequências sanitárias, políticas, sociais e econômicas ocorreram e o futebol terá um reflexo nisso também.

Alguns clubes garantem a diminuição na equipe, com a abertura da janela de transferência. Enquanto outros fazem pedido de empréstimo bancário, ou anunciam o corte de salários de jogadores, funcionários e comissão técnica. O Clube do Remo e Paysandu acreditam na ajuda dos seus sócios-torcedores.

Mesmo com a ajuda financeira da CBF, ambos os clubistas nortistas perceberam a queda de absolutos e na arrecadação, apesar de não se estimar o deficit em reais. Para o lado bicolor, Erick Almeida, diretor do sócio-torcedor, informa uma queda de 1.000 adimplentes entre os meses de março e abril. Ou seja, menos de cinco mil sócios fidelizados e em dia com os pagamentos.

O Cube do Remo informou que a queda foi de 1.100 adimplentes.

“Estávamos próximo de 2.700 adimplentes em março. Agora, temos 1.600 adimplentes. Essa queda era esperada”, de acordo com o diretor do programa, Rodrigo Salim.

Como estratégia, o Paysandu contratou Marcone Barbosa para ser executivo de marketing do clube. Erick Almeida adianta que as primeiras medidas já estão sendo executadas, como facilitar ao extremo a forma de adesão e pagamento do sócio. Além disso, a ideia é organizar um plano de fidelização em massa e a aproximação dos fãs de games.

“Semana que vem, teremos um campeonato online. Sócio vai pagar meia na inscrição. E vamos dar prêmios para o primeiro até o quarto colocado”, segundo o diretor.

No lado do clube azulino, a diretoria busca, como principal medida, informar que o dinheiro obtido por meio do sócio será revestido no departamento de futebol.

“Estamos com uma campanha de novos planos, sendo que os valores serão revestidos para pagar integralmente o salário de jogadores e funcionários do clube”, informa Salim.

No entanto, a situação ainda pode-se tornar mais dramática, os números contabilizados exatos são avaliados todo o dia cinco de cada mês. De acordo com Rodrigo Salim, foi possível constatar que muitos sócios são trabalhadores informais. Ciente disso, o treinador Mazola Junior, por meio de um vídeo divulgado pela assessoria de imprensa, disse que participará da campanha de adesão do programa.

“O Remo está precisando de sua ajuda. Vou adquirir a anuidade do plano ‘Mais Querido’. E assim que voltarmos, vamos sortear esse plano para todos que adquiriram possam presentar um familiar seu”.

Os presidentes estão otimistas com os programas. Ricardo Gluck Paul, presidente do Paysandu, acredita que se o clube chegar a marca de 10 mil sócio-torcedores com pagamento em dia, a equipe tem tudo para subir à série B deste ano. E Fábio Bentes é um entusiasta do programa, já que desde que assumiu a presidência azulina, reativou o programa extinto na gestão anterior.

Foto: Claudio Pinheiro/O Liberal

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