Atlético-MG cortará em 25% o salário de jogadores, comissão e diretoria

Medida é adotada após aprovação do Conselho Deliberativo do clube mineiro

Na última sexta-feira (27), o clube mineiro anunciou algumas medidas que irá tomar até que haja o fim da pandemia do Covid-19 e a volta das atividades, como o futebol. Além da antecipação das férias até 20 de abril, como previa o acordo, também haverá redução salarial para jogadores, comissão técnica e diretoria. Fica de fora somente os funcionários que recebem menos que R$ 5 mil reais.

Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG, em entrevista a Rádio 98FM, explicou que a decisão de redução salarial foi tomada como forma de sobrevivência financeira do clube e que o Atlético sofrerá com demissões.

“Já estávamos fazendo contas e mais contas, reuniões até chegarmos nessa fórmula. Estamos vivendo uma situação realmente muito dramática, eu acho que aqui no Brasil a ficha não caiu para muita gente. (…) Minha obrigação como mandatário do Atlético e gestor responsável que sou é tomar todas as medidas necessárias para a sobrevivência do clube, tendo em mente não prejudicar a grande maioria dos trabalhadores, colaboradores do clube. Essa nossa medida preservou o piso de R$ 5 mil reais e, dentro dessa decisão, alcançamos então 77% dos nossos funcionários sem nenhum tipo de redução. Depois, temos um escalonamento que atinge 4% mais uma faixa, depois mais 4% atinge outra faixa. Mas, enfim, reduzindo o máximo do percentual em 25% que atinge, na verdade, os maiores salários e não todos os salários”.

O presidente completou explicando que o pagamento de salário do mês de março será pago normalmente, assim como imagem e as férias adiantadas. Questionado quanto a reação dos jogadores, Sérgio Sette Câmara disse que quem não estiver satisfeito pode comunicar e será desligado. Para ele, as medidas foram tomadas pensando unicamente no clube.

“Primeiro lugar eu penso em defender o clube, eu não fico muito preocupado se o atleta chiou ou não chiou, se o funcionário chiou ou não chiou, se alguém tiver insatisfeito pode comunicar que a gente faz o desligamento não tem problema nenhum. O que eu tenho que defender em primeiro plano é o Clube Atlético Mineiro”.

Quanto as demissões, o presidente afirma que serão feitos em todas as áreas do clube.

“Cada área do clube vai ter que ter reajuste, estou falando dos clubes de lazer, alguma coisa no CT, alguma coisa até no elenco se for o caso, alguma coisa na sede, nós temos que buscar ao máximo possível enxugar a folha sem comprometer o clube pelo seguinte, a medida que você demite aquele ou outro trabalhar tem o pagamento de encargos, de toda a rescisão contratual, não vamos dispensar funcionário e deixar de pagar a rescisão”.

Jorge Sampaoli, atual técnico do clube, se manifestou a favor da redução:

“Ninguém se salva sozinho. Isso acontece no mundo, em uma sociedade, em uma equipe ou em um clube. A realidade indica que um momento de entender o que está acontecendo e colaborar. Decidimos diminuir nosso salário. Isso vai além de ser solidário ou não: existe uma situação no planeta que se reflete na situação do clube e, como sou privilegiado, posso contribuir para tentar superá-la da melhor maneira”.

Cidade do Galo — Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG
Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

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