Especial região Sudeste: clubes da ‘elite’ brasileira não seguem mesmo critério para equipes femininas

Clubes da região Sudeste possuem os maiores investimentos do Brasil, mas tudo muda quando se trata de futebol feminino

Por: Aline Dias e Bianca Ramos

Boa parte da região Sudeste é composta pela “elite” do futebol brasileiro. Equipes tradicionais, que possuem grandes finanças e contam com todo o apoio das transmissões locais e de inúmeros patrocinadores. Investem alto em contratações e possuem uma forte estrutura em seus centros de treinamentos. Mas será que eles não se esquecem de nada nesse caminho todo?

Após exigência imposta pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), todos os times da Série A do Campeonato Brasileiro tiveram que integrar ao clube uma equipe de futebol feminino, e a grande maioria do Sudeste teve que arcar com essa obrigação. Contudo, apesar do forte poder aquisitivo, pouco sobra para o feminino dessas equipes em comparação com o masculino.

A diferença de salário é gritante, do mesmo modo que a divulgação e o cronograma de jogos também. As meninas, muitas das vezes, têm partidas marcadas para 14h, com um sol escaldante, além de, até o ano passado, terem confrontos em dias próximos, sem muito tempo de descanso.

As transmissões de jogos são, normalmente, feitas por aplicativos, no qual possuem narradores que deixam nítido o despreparo para falar da categoria. O sinal ruim também faz com que centenas de expectadores deixem de acompanhar e assistir.

Na parte financeira, entram os famosos patrocínios máster, que são praticamente obrigatórios para as equipes masculinas. Porém, no Sudeste, o Corinthians é o único que tem esse apoio no time feminino, que foi firmado neste ano.

Outro ponto de extrema importância é ter os mandos dos jogos em estádios distantes da cidade de origem. A exemplo do Palmeiras, que realiza as partidas das mulheres em Vinhedo, interior de São Paulo, dificultando a aproximação da torcida.

Porém, ainda assim, podemos “comemorar”. Neste ano, o número de clubes participantes do Campeonato Paulista feminino aumentou de 12 para 16 equipes, e a expectativa é de que esse número continue aumentando.

Mesmo a passos curtos, estão havendo mudanças importantes e significativas para a categoria. Contudo, só atingiremos o objetivo quando todos os clubes derem a devida atenção, se impondo além da obrigação da CBF.

Foto: Bruno Teixeira/Ag. Corinthians

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