A Premier League após o Brexit

País deixou oficialmente o bloco na noite da última sexta-feira (31) e alguns aspectos, como o futebol, poderão ser afetados.

Antigamente, o futebol era visto como um jogo violento e abominado por grande parte da população britânica. Hoje, ele é uma das referências que chega até mesmo ultrapassar o rugby e o críquete (esportes tradicionais local). E, desde a sua criação, a Premier League gera uma renda não somente para os clubes, mas também para a Inglaterra.

Dentre os quatro os países, o futebol mais visto é o inglês. É de lá que vem a teoria sobre sua invenção e do renascimento das cinzas, como diz o historiador brasileiro Marcos Alvito. 

Desde que a população decidiu pôr fim ao casamento de mais de 40 anos com a União Europeia, há perguntas sobre como ficará os países e o seu maior esporte ou, como conhecida, Maior Liga

A separação, no entanto, causa impactos não somente políticos e econômicos, mas também afeta o futebol que, como já deixamos claro aqui, são dois assuntos que andam lado a lado. 

Se após aquele 23 de junho de 2016, a votação do plebiscito entrasse em vigor, teríamos uma redução não só de visibilidade em comparação a outras ligas europeias, como também, na forma de contratação dos clubes, já que é muito mais difícil fazer acordos com jogadores que estão atuando fora do território. 

Isso, claro, gera um impacto na audiência televisiva, que desde os tempos da BkyB, mostrou que o esporte ajudou na reconstrução da emissora e dos meios de comunicação, além não chamar mais atenção dos canais filiais.  

Além disso, temos os jogadores estrangeiros. Os números provam que, só na temporada 2018/19, aproximadamente 67% dos jogadores são de outras nacionalidades. E, para se jogar em solo inglês, desde 2008, precisa de um visto de trabalho, que é garantido através da submissão de uma prova que testa seu nível na língua inglesa e do pedido de uma autorização de trabalho, emitida pelo Ministério do Interior Britânico. 

O Reino Unido saiu sem acordo com a União Europeia, deixando dúvidas sobre as tomadas de decisões quanto a livre circulação de comércio e pessoas, o que impacta internamente no mercado do futebol inglês. O país tem em torno de 11 meses para firmar acordo com bloco. 

Em entrevista na tarde de ontem, o primeiro ministro britânico Boris Johnson e o negociador-chefe da União Europeia, afirmaram que estão dispostos a permanecer sem acordo se não chegarem a consenso. 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s