Lutamos, e seguiremos a lutar!

O ano de 2019 ficou conhecido como um ano de resistência e luta contra o preconceito por atletas do futebol

Que a discriminação e o preconceito também existem no futebol, nós já sabemos e noticiamos isso aqui com bastante frequência. Infelizmente, práticas invasivas e desrespeitosas ainda assolam o nosso amado esporte, que, nem de longe tem haver com isso. Futebol é inclusão e aproximação, é, e sempre será, uma das práticas esportivas que mais une pessoas, com as mais diversas diferenças.

Ressaltamos também o quão importante é falar sobre isso, alertar, investir em campanhas, dar espaço de fala para que um dia possamos desfrutar de um futebol justo e inclusivo. É necessário debater sim. E, no ano de 2019 grandes nomes da bola se posicionaram em prol da discriminação racial e de gênero.

O Observatório da Discriminação Racial no Futebol afirmou que o número de casos registrados apresentou alta de quase 20% no ano passado, mas também foi o ano em que nomes importantes como Igor Julião, lateral do Fluminense, Marta, camisa dez da seleção brasileira feminina e o Pogba, volante do Manchester United, se posicionam em partidas ou em suas redes sociais sobre alguns casos de racismo e desigualdades que vivenciaram.

Igor, escreveu em sua plataforma digital que “O Futebol não pode ser o lugar que racistas, xenofóbicos, misóginos e homofóbicos vomitarão seus absurdos e ficarão impunes.” É exatamente isso, não é piada quando fere outra pessoa, não é normal quando desrespeita as origens e a vida de alguém. E sim, tudo isso é crime.

É na tentativa de diminuir casos como esse, que times também começaram a se posicionar, como é o caso do Bahia, que já vem sendo conhecido como um time do povo, inclusivo além das entrelinhas. Dessa vez, o manifesto vem no uniforme de um dos seus jogadores.

O time vai enfrentar o Imperatriz-MA nesta terça-feira, às 20h, pela Copa do Nordeste, com uma novidade: um jogador titular usará a camisa 24. O volante Flávio, que neste ano usa a camisa 5, abriu mão de seu número para jogar com a 24, em um ato de combate a homofobia, uma vez que no famoso jogo de loteria 24 é o número do animal “veado”, comparação infeliz e desrespeitosa a comunidade LGBTQI+.

Camisa 24 do Bahia (Foto: Divulgação)

Que em 2020 tenhamos mais ações assim e mais um ano com jogadores e clubes reconhecendo que o preconceito no futebol é um problema sério e démodé.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s