Organização tática fora de campo: o espelho do futebol brasileiro este ano

O futebol é feito dentro e fora de campo. Dentro, noventa minutos com os jogadores. Fora, todos os dias com a relação diretoria-clube e clube-torcida. No início de outubro, a CBF divulgou o calendário para a próxima temporada e, a partir disso, os planejamentos começam a serem feitos.

Estadual, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Libertadores e Sul-Americana. Jogos quarta e quinta-feira e sábado e domingo. Não podemos negar o quanto o calendário do futebol brasileiro da série A é extenso e rígido e que isso muitas das vezes enfraquece os planos de diretoria dos clubes. Como sustentar um técnico até o fim da temporada? Ou por mais de um ano? Como fazer um mesmo time (substituindo um ou outro) jogar nesse curto período em diversas competições? São perguntas feitas ao olhar o retrospecto dessa temporada. 

Então, vamos começar falando do atual campeão. O Flamengo iniciou a temporada com Abel Braga no comando e contratações que muitos, na época, citavam a busca por títulos do rubro-negro carioca. Florida Cup e o Campeonato Carioca foram garantidos até desandar e vir a saída do técnico. 

Do interino Marcelo Salles ao anuncio de Jorge Jesus. O português estreou após a pausa para a Copa América e mudou o time, que a exceção de algumas saídas, continuou o mesmo do início do ano. 

E, por falar em deixar a mesma base, o Palmeiras não foi muito além. Após assumir, em agosto do ano passado, Felipão seguiu nos planos da equipe paulista, conquistando o décimo título do Brasileiro, até ser demitido um ano depois.  

Estamos falando de dois times que disputaram, diretamente, o primeiro lugar do Brasileirão. E o Santos? O atual vice-líder continuou com o técnico argentino do início da temporada. 

Até agora, citamos os três primeiros colocados. O São Paulo, em sexto, por sua vez, mudou quatro vezes de comando somente esse ano. O Athletico-PR mudou após a saída de Tiago Nunes. 

Já na parte de baixo da tabela, nos últimos dias presenciamos a mudança de três técnicos. A saída de Argel Fucks do comando do CSA para assumir o Ceará e de Adilson Batista que deixou o Vozão para assumir o Cruzeiro após a saída de Abel Braga. Todos com o único objetivo: permanecer na primeira divisão.

O planejamento, como citado no início do texto, também atende a isso. A troca de um técnico faltando poucas rodadas para o fim do campeonato é válida? Ou é melhor esperar o trabalho terminar e organizar para o próximo ano?

O fato é que estamos engatinhando em relação ao futebol europeu. São duas estruturas diferentes, com calendários opostos, mas que se atende a um único objetivo: o futebol. Não se trata só de uma relação de amor, mas de organização tática também.

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Foto: Reprodução/Rádio Globo

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