Ela chegou e já mudou o cenário do futebol feminino no Brasil

Será que já podemos dizer que “não se faz mais amistosos femininos como antigamente?”, isto porque no passado, os jogos femininos mal eram divulgados e a sensação era de que o futebol feminino no Brasil existia somente para e nas Olimpíadas, mas esse ano muita coisa mudou.

Com dois amistosos marcados para dezembro, fora das datas oficiais da FIFA, a seleção jogará no próximo dia 12 na Arena Corinthians, em São Paulo, e depois no dia 15, na Fonte Luminosa, em Araraquara. A escolha dos locais, segundo o presidente da CBF, Rogério Caboclo, foi para enaltecer as equipes que se destacam no cenário feminino nacional: Ferroviária e Corinthians. Ambos os jogos serão contra o México.

Como o período não faz parte da data FIFA, a Pia Sundhage só poderia convocar as jogadoras que não estivessem com calendário oficial pelos seus clubes, ou seja, atletas que atuam na Europa estariam vetadas. E foi isso que aconteceu na última quarta-feira, quando Pia deu prioridade em chamar jogadoras que atuam no Brasil ou Estados Unidos. Mas é válido ressaltar que ocorreram duas exceções, já que alguns clubes liberaram atletas, sendo eles: Changchun, Jeonbuk e Incheon Hyundai, na China, e Avaldsnes, na Europa.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A treinadora convocou 27 jogadoras para um período de treinos entre os dias 2 a 15 de dezembro, incluindo os dois amistosos. Entretanto, a Pia não pôde contar com nomes como: Marta, que está de férias e pediu dispensa para ter descanso e cumprir compromissos comerciais, a goleira Bárbara, que está em fase final da exames na Faculdade de Enfermagem e por este motivo pediu dispensa, além da zagueira Mônica que precisará passar por uma cirurgia após uma lesão de ruptura total do tendão quadríceps proximal.

Na lista apresentada pela técnica, foram notados nomes novos, além da volta de jogadoras como Cristiane, do São Paulo, e Gabi Zanotti, do Corinthians. Aliás, o time de Itaquera contou com seis jogadoras sendo entre elas: Tamires, Érika, Letícia, Victória e Millene. Muitos críticos e torcedores sentiram a falta de um dos destaques do Corinthians, a zagueira Pardal. E a técnica explicou que neste momento está buscando a versatilidade entre as jogadoras da defesa visando a Olimpíada, onde o plano é ter seis defensoras e que atuem em mais de uma posição, citando como exemplo a Rafaelle e a Kathellen que jogam na lateral. 

A técnica necessita de alguns ajustes, principalmente na defesa, e embora tenha uma evolução após seu início de trabalho na seleção, ela não está satisfeita. Pia reforça diversas vezes em suas comitivas sobre a necessidade de ter uma defesa forte, pois isso reflete em um ataque melhor, e consequentemente em um time que ao invés de correr atrás da bola, tem a posse dela. E com esta questão da parte defensiva em aberto, a treinadora disse que a zagueira do Corinthians, Pardal, está sendo analisada e se continuar jogando bem, poderá ser chamada no próximo ano.

O Brasil está em um momento diferente com o futebol feminino, e a Pia chegou em um momento ideal onde as pessoas estão se interessando cada vez mais pela modalidade, visto o público presente na final do Campeonato Paulista, na Arena Corinthians. A tendência é que a modalidade cresça ainda mais, e ganhe consequentemente mais força dentro e fora de campo.

Foto: Mauro Horita/CBF

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