Violência no futebol carioca

Clássico entre Botafogo e Flamengo é marcado por brigas entre torcedores

O futebol brasileiro mais uma vez foi marcado por cenas de violência nesta semana. Durante a 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, no confronto entre Botafogo e Flamengo, no Engenhão, foram vistas inúmeras cenas de atos repudiantes dentro e fora do estádio.

O clima de pânico tomou conta até mesmo dos dirigentes rubro-negros que evitaram usar a camisa do clube. Somente os atletas, a comissão técnica, o staff e a equipe da FlaTV estavam com a camisa posta.

Dentre as inúmeras cenas tristes, foram registradas a morte de torcedores de ambas as equipes, fatos que antecederam o clássico da noite da última quinta-feira (7).

Foto: Reprodução/UOL

Dentro do estádio as cenas se repetiram. O torcedor alvinegro Sérgio Fernando Pacheco Calvalcanti, de 38 anos, foi agredido após ser confundido com torcedores flamenguistas. O mesmo precisou ser hospitalizado, e só não foram piores as consequências porque os seguranças conseguiram retirá-lo do meio dos agressores a tempo. A esposa de Sérgio declarou ao Globo Esporte que o marido estar vivo é um milagre.

Pelo menos 15 pessoas foram presas pela polícia nas brigas entre torcedores do Flamengo e Botafogo. Os mesmos foram levados para audiência de custódia no presídio José Frederico Marques, em Benfica. O local é a porta de entrada do sistema carcerário do Estado do Rio de Janeiro.

Os episódios de violência entre as duas torcidas não são de hoje. Anteriormente já houve outro episódio em que a torcida Jovem Fla (TJF) assassinou o torcedor da Fúria Jovem.

No último ano, na Avenida Brasil, também houveram brigas entre os torcedores dos clubes. Um ônibus com membros de organizada do clube alvinegro passava na avenida, na altura do Parque União, quando foi visto um churrasco com rubro-negros. Houve o pedido para que o veículo parasse, mas o motorista não atendeu e foi agredido. Ao mesmo tempo, aconteceu um ataque dos torcedores do Flamengo. Pedras e bombas foram arremessadas em direção ao veículo, quebrado as janelas do ônibus.

A polícia conseguiu prender os envolvidos na confusão, cerca de 60 pessoas, e os encaminhou para o Jecrim (Juizado Especial Criminal) no Nilton Santos. Isso só prova o quanto a justiça brasileira precisa de atitudes urgentes para que fatos como esses possam ser evitados.

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