Racismo, até quando?

Mais uma vez, o racismo dentro do cenário futebolístico esteve presente nessa semana. O volante Fabinho do Ceará, durante jogo contra o Santos na Vila Belmiro, em São Paulo, foi vítima de ofensas vindas da arquibancada adversária . O jogador pediu ajuda para que o agressor fosse identificado.

O fato não foi registrado em súmula, mas a equipe santista manifestou repúdio ao ato através das suas redes sociais.

Foto: Reprodução/Santos

Mas não foi a primeira vez que o racismo aconteceu no futebol brasileiro. Somente até maio foram feitas 14 denúncias. Nesse período, em uma partida entre Grêmio e Fluminense na Arena Grêmio, em Porto Alegre, o atacante colombiano Yony Gonzáles foi chamado de “macaco” por torcedores gremistas.

Não é só no Brasil que isso acontece. O jogador brasileiro Malcolm também foi vítima de racismo em sua estreia pelo Zenit, no campeonato Russo. Pessoas na torcida estavam exibindo uma faixa direcionada ao atleta com os dizeres “obrigado aos diretores por respeitarem nossas tradições” ironizando a contratação do jogador.

Mesmo com casos tão corriqueiros, o futebol no Brasil ainda pouco pune casos de Racismo e Injúria Racial, mesmo estando previsto no artigo 140, do Código Penal Brasileiro.

Mesmo estando prevista em lei, a Injúria Racial não é tipificada com crime na legislação esportiva. A melhor forma de mudar essa triste realidade é a aplicação de penalidades mais severas para criminosos disfarçados de torcedores. A proibição de frequentar os estádios também poderia ser uma saída viável, além de condenação perante a Justiça.

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