Rivalidade na Libertadores resulta em agressão com Carol Portaluppi

Filha do técnico Renato Portaluppi, do Grêmio, fez publicação em redes sociais

Carol Portaluppi é conhecida por diversas torcidas no Brasil, possui fã clube e faz muito sucesso nas redes sociais. O fato de ser querida por muitos torcedores não a impediu de ter sido agredida verbalmente e fisicamente por torcedores do Flamengo na madrugada deste domingo (13), em uma casa noturna no Rio de Janeiro. 

A jovem postou uma série de stories no Instagram relatando as agressões, e logo à tarde os excluiu. Até então não se sabe se foi feito boletim de ocorrência em alguma delegacia do Rio.

“Hoje pela 1ª vez, depois de muito tempo, eu saí com minhas amigas e fui agredida verbalmente e fisicamente por torcedores do Flamengo”, disse Carol sem generalizar a torcida Flamenguista.

Filha do técnico Renato Portaluppi, do Grêmio, fez publicação em redes sociais
Foto: Reprodução/Instagram

Em um dos vídeos ela diz ter recebido empurrões, apertos no braço e ofensas dos rapazes. Além disso, Carol Portaluppi afirmou estar horrorizada com a situação, e deu a seguinte declaração em sua rede social:

​​Estou horrorizada com o que homens são capazes de fazer por esporte, que é uma coisa feita para ser legal, do bem, para a gente passar de geração para geração. Eu não tenho palavras, não tenho como explicar o sentimento que tenho dentro de mim neste momento (…) Até que ponto o futebol é um símbolo de amor? Eu jamais iria esperar isso de quem quer que seja, qualquer torcida que seja. Eu sempre falei isso e vou reiterar isso: tem que existir rivalidade do bem, uma rivalidade, de coração, saudável. Não isso que aconteceu hoje. Eu estou em casa, estou bem, mas não vou esquecer os danos que eu sofri e o que eu vivi, o medo que eu vivi, a decepção que eu vivi. Eu não vou esquecer disso”

Grêmio e Flamengo estão na disputa das semifinais da Libertadores e vivem um acirrado embate na competição. Após empatarem em 1 a 1 na Arena, as duas equipes voltam a se enfrentar para decidir o finalista no dia 24 de outubro, no Maracanã.

A rivalidade que existe entre os dois times tomou um péssimo rumo, uma lamentável e desnecessária proporção que foi o ocorrido com a Carolina e que poderia ter acontecido com qualquer outra torcedora de outro time, e até mesmo torcedor.

Infelizmente, situações como essas são recorrentes no futebol brasileiro, mas o que leva uma pessoa a agredir uma mulher que está fora do âmbito futebolístico, só por causa de um time? A frase “é só futebol” é usada para momentos bons, mas também serve para designar momentos ruins. Ao fim de tudo, de fato, é só futebol. Ninguém merece matar, morrer, apanhar e bater por isso. Carol é mulher. Que tal falar do Brasil e dos seus índices de feminicídio?! Por sorte, nada de grave aconteceu com ela.

O esporte está aí para unir, não separar. Rivalidade tem que ser do bem, assim como relatou Carol Portaluppi em um de seus vídeos. Grêmio e Flamengo possuem um dos melhores elencos do Brasil, irão fazer uma semifinal que todo amante do futebol vai parar para assistir e não merece ter essa disputa manchada por casos como esses, e nem a torcida do Flamengo generalizada por pseudo-torcedores como estes.

Que situações como essas sejam exiladas do cotidiano do futebol, e do mundo como um todo.

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