Mulher e futebol: barreiras a serem rompidas

Árbitras lutam contra o preconceito em busca de seus sonhos

Nos últimos anos, as mulheres cada vez mais vêm quebrando algumas barreiras e conquistando o seu espaço no meio futebolístico e em certas atividades que, para a sociedade, eram vistas como masculinas. Pouco a pouco, essa forma de pensar está se modificando.

Foram muitos os obstáculos percorridos, e driblados, para que as mulheres pudessem chegar até onde estão. As árbitras catarinenses, Daiane e Rose, são a prova disso. Hoje, as duas almejam se destacar na área de arbitragem.

Foto: Heron Queiroz

Buscando se aperfeiçoar cada vez mais, elas estudam e buscam informações diariamente. Daiana tem mais experiência na área de arbitragem, pois já passou por equipes como Kindermann, Chapecoense, Maringá e Nacional Gás. Ademais, as duas árbitras já participaram dos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC) e atuaram na partida de futsal masculino entre Piçarras e São Francisco do Sul, que terminou em 6 a 3 para o São Francisco.

Atualmente, as duas estão arbitrando pelo campeonato regional e sonham em chegar ao estadual, que acontecerá de 1 a 10 de novembro nos municípios de Indaial, Timbó e Pomerode, em Santa Catarina.

Já foi a época em que quase não se viam mulheres no futebol, justamente por ser um esporte taxado de “coisa de homem”, mas o tempo passou, e o jogo virou, ou melhor, está virando. Daiane e Rose avaliam que, além do caminho difícil para alcançar os quadros mais elevados da arbitragem, a mulher se depara com diversas dificuldades no mundo futebolístico. Entre elas, a eterna comparação entre homens e mulheres.

Nossa margem de erros deve ser sempre menor que a do homem”, comenta Rose. Já Daiane afirma que “no futebol, se um homem erra ele cometeu uma falha. Se é uma mulher, ela está despreparada”.

Isso prova o quanto o futebol ainda tem se mostrado fechado para o sexo feminino. Entretanto, é notório que cada vez mais tabus vêm sendo quebrados e que muitas mulheres, em contrapartida a esse cenário, desafiam a sociedade e atuam não só no futebol como em diversas áreas que são vistas com exclusividade para homens.

Cada vez mais, mulher e futebol tem se mostrado um romance que deu certo, e a probabilidade é que isso cresça ainda mais.

O futebol não é coisa de homem, o futebol é para todos e de todos.

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