Após polêmica, Figueirense permanece na Série B do Brasileirão

Depois de algumas confusões de documentos e polêmica com a torcida, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) garantiu a permanência do Figueirense no Campeonato Brasileiro Série B.

O pedido de abandono foi feito por Cláudio Honigman, ex-gestor do clube e presidente da Elephant, no último final de semana. Porém, o contrato do Figueirense com a empresa foi rescindido antes desse protocolo e, por isso, a Procuradoria o rejeitou.

Dentre as suas justificativas para tal decisão, Honigman declarou ser alvo de complô por parte de conselheiros do clube, além de ter sofrido ameaças de morte pela disputa de poder. 

Após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encaminhar o pedido ao STJD na última terça-feira (24), o Figueirense foi comunicado para que se manifestasse sobre a possível desistência do campeonato.

Ainda na terça-feira, a atual diretoria do clube catarinense enviou toda a documentação necessária para conseguir provar que o empresário não respondia mais pelo Figueirense.

Foto: John Léo/FFC

Apesar de ter sido demitido de seu cargo no clube na sexta-feira (20), para a CBF ainda constava o nome de Cláudio como representante.

A diretoria do Figueirense ainda alegou que o presidente da Elephant, nesse meio tempo de rompimento de contrato, fez um saque no valor de R$ 260 mil da conta do clube.

Em nota oficial, o STJD disse que somente Francisco de Assis Filho, presidente do Conselho Deliberativo, está habilitado para assinar qualquer representação do alvinegro. Confira abaixo:

Na última segunda-feira, o Figueirense enviou ofício à CBF pedindo o cancelamento imediato do jogo contra o Bragantino, a ser realizado nesta terça, dia 24 de setembro, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

Em documento assinado pelo presidente da Elephant, Claudio Honigman, o clube alegou dificuldades financeiras e chegou a citar a greve de funcionários que resultou no WO diante do Cuiabá. Além disso, o ofício dizia também que uma grave crise política ronda o clube.

Após a comunicação, o presidente do STJD, Paulo Salomão Filho, recebeu o ofício e encaminhou para a Procuradoria analisar. Diante disso, o procurador-geral Felipe Bevilacqua emitiu um despacho solicitando esclarecimentos ao Figueirense no prazo de 24 horas. Foi aberto também um procedimento preliminar para averiguação das responsabilidades dos envolvidos, uma vez que o ato constitui infração.

Após recebimento do requerimento de manifestação, o clube emitiu documento garantindo que “de forma irrevogável e irretratável o Figueirense continuará na disputa da competição”.

A agremiação disse ainda que a empresa Elephant foi afastada do comando do clube em tutela de urgência na última sexta-feira, e que o ofício enviado não tem validade jurídica, uma vez que somente o presidente do Conselho Deliberativo, Francisco de Assis Filho, está habilitado para assinar qualquer representação.

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