A Bahia é do Bahia: um time do povo e inclusivo além das entrelinhas

Intitulado como “time do povo”, o Esporte Clube Bahia vem utilizando seu marketing e suas ações publicitárias de forma consciente e cuidadosa, afim de pregar que, além das campanhas, existe um time inclusivo na íntegra deste esporte ainda tão discriminado.

Já é notório há algum tempo que as campanhas do tricolor baiano tem ganhado corações pelas redes sociais afora, inclusive de quem não torce para o clube, e o motivo disso são as causas sociais que o time apoia e defende diariamente.

Foto: Reprodução/ Papo de Galo

Sabemos que o preconceito e a discriminação existem e também perduram no futebol. E foi entendendo a importância de debater sobre isso que o atual presidente do Bahia, Marcelo Bellintani, deu o primeiro passo para criar o Núcleo de Ações Afirmativas, composto por sócios, conselheiros e funcionários do clube.

Eles se reúnem e discutem sobre os temas que precisam ser abordados, com um preparo por trás disso, a depender da causa que eles estão a defender. Pessoas capacitadas sobre o assunto são chamadas para que o “povo do Bahia” entenda que não é só marketing. Ainda que isso alavanque a trajetória do time, também existe uma mensagem necessária sendo passada, e ela é elaborada com todo cuidado que exige.

A diretoria entender que o Bahia é o time do povo, do nordeste, de Salvador, da cidade grande e também do gueto, de brancos e pretos, homens e mulheres, LGBTQI+… Um time diverso, múltiplo e incrivelmente grande, faz toda a diferença quando o sucesso do clube tende a ser medido.

Até porque essas campanhas saem do papel. A marca Esquadrão, por exemplo, possui camisetas com frases militantes e com um custo mais acessível do que o normal. Desde então, os planos de sócio também ganharam atualizações e promoções, tudo para que quem torce sinta que ele não é somente ideia de campanha, mas que ele faz parte do time, ele é o Bahia.

Demarcação indígena, orgulho LGBT, machismo e paternidade são alguns dos assuntos que já foram sinalizados pelo esquadrão. Alguns deles perpetuam até hoje, uma vez que, depois da denúncia de assédio e desrespeito nas redes sociais da torcida organizada Tricoloucas, o número de mulheres policiais trabalhando na Arena é maior, porque eles entendem que representatividade também importa.

É o time do povo. “A Bahia é do Bahia”, como eles afirmam. E diante de tantos resultados positivos, é difícil discordar. Podem chamar de marketing, mas essa publicidade muda a vida e a visão de torcedores. E o que faz o time existir e resistir se não a sua torcida apaixonada?

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