A evolução financeira no futebol brasileiro

Quando se fala em melhorias para o futebol brasileiro, principalmente em questão financeira, muita gente cita a inspiração de grandes clubes europeus e de como é feita a gestão para que nenhum deles tenha grandes dívidas.

Sabemos que mexer com dinheiro sempre foi um tema polêmico, e quando se une ao futebol, parece que piora ainda mais. Um exemplo que põe essa realidade à tona é a questão de clubes pequenos dividirem a conta com os clubes grandes, o que não faz sentido.

Já parou para pensar como é a situação de ir a um restaurante e, mesmo consumindo menos, ter que dividir a conta por igual? Realmente não faz sentido, mesmo aparentemente sendo mais fácil.

O futebol brasileiro, recentemente, inspirou-se na ideia do Fair Play Financeiro da federação de clubes da Europa, adotando a ferramenta já utilizada por parte da UEFA e que tem como objetivo provar que não há inclusão de investimento por fora, ou seja, os clubes terão que gastar apenas o que arrecadam, comprovando a natureza do dinheiro que entra e sai do caixa.

É claro que a adoção da ideia deve gerar um melhor controle do endividamento, evitando que mais casos como o do clube Figueirense no Brasil venha a acontecer, reduzindo também a competitividade dos campeonatos. Isso porque o espelhamento de que um clube se endivida para ficar mais competitivo e o outro copia, tende a acabar. 

O grande problema da inserção deste modelo financeiro no Brasil é que clubes como Palmeiras e Flamengo não seriam afetados, e apresentariam melhores resultados nas competições. Já o Corinthians, Internacional e Cruzeiro, por exemplo, acumulam déficits, e poderiam ter um time mais limitado dentro de campo, visto que seria necessário vender ou emprestar jogadores para equilibrar o seu caixa.

O projeto começou a ser elaborado neste ano, mas deve ser implementado em 2020. Até lá, os clubes têm três meses para estudar suas finanças e se organizar. Não será uma tarefa fácil, ainda mais para clubes menores ou mais endividados, mas a proposta é que nos próximos anos a situação do mercado esportivo se torne mais saudável, assim como aconteceu na Europa.

Foto: Thais Magalhães

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s