É na emoção! O futebol vai além dos 90 minutos

O futebol é emoção! Sorriso na vitória, lágrima na derrota, vibração com a classificação ou até mesmo com o título. Em um jogo eliminatório, o que se espera é emoção do início ao fim, afinal, um grande jogo costuma ser decidido por uma única jogada. Certa ou errada, ela vai definir quem sairá de campo com a vitória.

Na última quarta-feira (31), a emoção tomou conta do Maracanã. Durante os 90 minutos de decisão, o Flamengo conseguiu ser perfeito praticamente em tudo, mas essa história começa antes mesmo do apito inicial. A torcida rubro-negra influenciou muito no que aconteceu dentro de campo, visto que muitos compareceram ao Ninho do Urubu para apoiar a equipe, recepcionando mais tarde com sinalizadores e muita festa, que o Maracanã está acostumado a receber. 

A energia surreal tomada pelo estádio parece ter surtido efeito. Com apenas três minutos de jogo, o Gabigol perdeu uma chance incrível de gol. Naquele momento era nítido, a noite estava com cara de Flamengo. A vontade dos jogadores em criar e buscar jogadas envolveu os equatorianos, mas aos 19 minutos do primeiro tempo a festa no Maracanã tinha significado: 2 a 0 no placar. 

Tudo indicava uma noite tranquila, e até mesmo resolvendo a classificação ainda no primeiro tempo, mas nem sempre as coisas acontecem dentro do que projetamos. A intensidade entregue no primeiro tempo parecia ter esgotado no segundo, e foi aí que o Emelec cresceu e assustou o time da casa. Como uma boa história, esse jogo mudou a emoção para um drama, e até mesmo os ateus se viam apegados em alguma crença, passando a rezar ou fazer promessas.

O ataque perdia forças e a defesa se mostrava sólida. Com a exaustão gerada pelo gás no primeiro tempo, alguns jogadores solicitaram a troca, mas substituições não surtiram efeito e o clima de tensão tomou conta do estádio. Talvez a definição do Gabigol nos primeiros minutos fosse a solução dos problemas, mas não aconteceu, e a disputa por pênaltis foi o caminho natural.

Chegando ao momento crucial da partida, a tranquilidade que faltou na Copa do Brasil sobrou diante dos equatorianos. A pressão era grande, e com a eliminação anterior, o torcedor rubro-negro ainda tinha dentro dele certa desconfiança.

Com calma e categoria, Arrascaeta, Bruno Henrique, Renê e Rafinha cobraram os pênaltis, e coube ao Diego Alves defender a cobrança de Dixon Arroyo. Quando Queiróz acertou o travessão em sua cobrança, o Maracanã explodiu de emoção. Desta vez, o choro foi de alegria pela classificação.

Ufa! Depois de nove anos, o Flamengo está de volta às quartas de final da Libertadores!

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