Americanas vencem holandesas e conquistam o tetracampeonato mundial

07 de julho. Terminou hoje a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2019. Estados Unidos e Holanda protagonizaram a partida final.

Vale ressaltar, que essa edição, é considerada um marco no esporte por ser sinônimo de recordes e luta por mais visibilidade para o futebol feminino.

As americanas confirmaram o favoritismo e conquistaram a quarta taça. Venceram a Tailândia, Chile, Suécia, Espanha, França e Inglaterra até a chegada na final contra as holandesas.

A vitória das Laranja Mecânica não veio, mas isso não minimiza a Copa que elas fizeram. A atual campeã europeia realizou uma boa jornada e o time comandado pela técnica Sarina Wiegman fez história no futebol.

Neste ano, 24 seleções participaram da competição, mas segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, esse número deve aumentar para 32 equipes nos próximos anos. Outra questão sujeita a alteração é o valor do prêmio para quem levar o título: atualmente a quantia gira em torno de R$ 114 milhões, mas a ideia é dobrar o número para R$ 229 milhões em 2023.

Foto: Francisco Seco (AP)

“Nós já dobramos o valor em prêmios para esta Copa, mas nós vamos dobrar novamente para a próxima. Eu estou muito confiante de que podemos fazer isso”, afirmou Gianni Infantino em coletiva de imprensa no último dia (5), na França.

O dirigente ainda ressaltou a importância de dar continuidade no incentivo dessa modalidade esportiva para as mulheres. “É uma grande coisa o que está acontecendo nesta Copa do Mundo. Mas depois as pessoas esquecem, fazem outras coisas. É nosso trabalho garantir que elas não se esqueçam”, disse. “Por isso, eu pedi ao conselho da Fifa para abraçarmos o futebol feminino”.

A partida de hoje entre as norte-americanas e holandesas contou com um primeiro tempo sem gols, mas com pressão dos Estados Unidos, o que fez com que a goleira da Holanda, Sari van Veenendaal, fosse bastante requisitada na primeira etapa.

Já os últimos 45 minutos foram mais intensos. Megan Rapinoe abriu o placar em cobrança de pênalti, se tornando a primeira jogadora a marcar um gol em uma penalidade numa final de Copa e a mais velha a marcar em uma decisão, com 34 anos. O segundo foi pra conta da camisa 16, Rose Lavelle, garantindo o grito de gol para a torcida americana.

Só uma seleção levou o troféu, mas no quesito representatividade todas nós ganhamos. Cada mulher envolvida neste grande evento, tanto dentro quanto fora de campo. Seja jogando, treinando ou acompanhando, o verdadeiro troféu foi para a representatividade feminina.