Da Belmiro ao Bernabéu

O Brasil, de fato, é um berço de craques. E muitos dos grandes nomes do futebol vêm do nosso país. Muitos garotos já nascem com o futebol bastante presente em casa, o que já influencia bastante no gosto pelo esporte. Outros o descobrem sozinhos, e tem alguns que, apesar da tradição do esporte no país, nem apoio da família possuem.

O fato é que se tem talento, uma hora este aparece, e quando as pessoas certas o veem é questão de tempo até assinar seu primeiro contrato profissional e, em seguida, alçar voo para ganhar o mundo.

Foi assim com Pelé, que estreou aos 15 e aos 17 já se sagrou campeão do mundo, foi assim com Neymar, que mesmo dividindo opiniões, é um dos maiores jogadores, e está sendo assim com Lucas Paquetá e Vinicius Júnior, jovens que saíram da base rubro-negra e, além de fazerem bonito na Europa, são referências da nova geração brasileira.

Foto: Divulgação

Nesta semana, será a vez de nos despedirmos de mais uma joia do Brasil. Rodrygo é o nome dele, e pode admitir sem medo que o garoto é uma joia. Aqui no Rainhas não tem clubismo quando o assunto é reconhecer os grandes nomes e promessas do futebol.

Desde os 10 anos de idade, o atacante vinha trabalhando para realizar o grande sonho de sua vida. Hoje, oito anos depois, chegou o grande momento. O Menino da Vila rapidamente tornou-se o principal destaque das categorias de base do Peixe por causa do seu jogo ágil, dribles, resistência física e faro de gol. O atacante demonstrou muita facilidade para fazer gols durante todos os 6 anos nos times de base do alvinegro.

Rodrygo se despediu da Vila na semana passada, e será apresentando em Madri nesta terça. Em uma entrevista ao Esporte Espetacular, que foi ao ar no último domingo (16), o camisa 11 estava muito emocionado ao falar sobre a nova fase.

“A gente tinha o sonho de jogar juntos. A gente, às vezes, se encontrava na Seleção, e agora podemos jogar junto em um clube”, disse o atacante sobre seu amigo Vinicius Junior, também do Real.

Zidane, o novo técnico, não poderia ficar de fora, e por ironia do destino, fez Rodrygo chorar. “Chorei com um gol dele, com a atuação dele contra o Brasil em 2006, e agora o cara vai ser meu treinador, vai entender (risos)”.

Desde 2011 com a camisa do Santos, foram 82 jogos e 17 gols como profissional até agora.