Campanha chama a atenção para o consumo e investimento no futebol feminino

Campanha com a hashtag #EuConsumoFutebolFeminino foi lançada com o intuito

de chamar a atenção do público e de marcas para apoiar a modalidade


Arte de divulgação da campanha #EuConsumoFutebolFeminino. Créditos: Chris Mussi.

A Copa do Mundo de Futebol Feminino começou na última sexta-feira (8) e, no dia seguinte, foi lançada a hashtag #EuConsumoFutebolFeminino. A editora dos Canais Fox Sports, Carolina Caraciki, junto com a jornalista Chris Mussi, idealizadora da campanha#DeixaElaTrabalhar, iniciaram o movimento em apoio à modalidade.

Carolina também foi coordenadora do programa Comenta Quem Sabe, apresentado pela Vanessa Riche, e tinha dificuldade de encontrar os gols do Campeonato Brasileiro Feminino. Foi diante desse empecilho que ela decidiu criar um grupo no aplicativo WhatsApp para divulgação de mídia feminina, que conta com mais de 200 jornalistas e profissionais de comunicação. Quando ele cresceu e ganhou forma, a editora pensou que a partir dele poderia nascer uma campanha legal.

Não é novidade nenhuma as discussões em cima da questão de empenho das grandes empresas e veículos sobre o uso das atletas femininas em publicidades e exibição de campeonatos praticados pelas mulheres.

Assim, o principal objetivo da campanha #EuConsumoFutebolFeminino é, como afirma a editora, acabar com aquele papo das empresas e televisões de que o futebol feminino não vende. “Queremos mostrar que a modalidade tem público sim, precisa e merece mais apoio e investimentos. É uma soma”, destaca Carolina.

A jornalista Chris Mussi, que já tinha experiência com o #DeixaElaTrabalhar, foi a responsável por criar as artes para divulgar o movimento. Além disso, ela administra as redes sociais da campanha junto com Caraciki, que acredita que quanto maior for o investimento, maior será a visibilidade e o público.

Redes sociais da campanha #EuApoioFutebolFeminino. Créditos: Rainhas do Drible.

O movimento é recente e ainda está ganhando visibilidade com o apoio de jornalistas. As redes foram criadas para as pessoas aderirem à campanha e compartilharem a hashtag quando forem assistir aos jogos, porque isso a impulsiona. A ideia é que a campanha chegue em alguns influenciadores para ajudar na divulgação, e também que ela continue depois da Copa do Mundo de Futebol Feminino.

Outra marcas como a do Guaraná Antarctica e o Itaú Unibanco, com a hashtag #EuTorçoPorTodas, lançaram campanhas esse ano para ajudar a chamar a atenção para o consumo e investimento no futebol feminino.