VAR: fundamental ou não? Eis a questão!

O futebol brasileiro foi devidamente apresentado ao árbitro de vídeo, o VAR, nessa temporada, e a novidade já gera debates e divergências. É claro que o futebol é um esporte marcado por falhas, tanto dos jogadores quanto dos árbitros, pois são humanos. Entretanto, a premissa do árbitro de vídeo foi acabar com esses erros que podem definir uma partida e trazer a precisão que o esporte merece.

O VAR só pode interferir em casos de gol, pênalti, cartão vermelho direto e confusão de identidade, que promete acabar com os gols de mão validados, com o “a bola entrou ou não?”, com um jogador levando cartão por outro, com as dúvidas sobre a existência da penalidade ou não, sendo, na teoria, muito bem aceito pelos torcedores.

Porém, a realidade não nos apresentou as maravilhas que tinham prometido. É evidente que o VAR ajudou muito os árbitros a diminuírem seus erros em campo, todavia, os que estão em campo parecem acomodados em não marcar lances para deixarem que o VAR revise, mas este possui suas limitações e, normalmente, esperar por sua interferência não é a melhor opção.

Como aconteceu no jogo do Vasco e Flamengo, que o time rubro-negro saiu vitorioso por 2 a 0 com um dos gols de Gabriel Barbosa, que estava impedido e a bandeirinha não marcou. O jogador sofreu uma falta e ela originou o gol. Como o VAR só pode interferir no lance do gol, o mesmo foi validado, pois ocorreu a falta, mas o impedimento não pode ser reavaliado, já que não foi ele quem deu origem ao lance do gol.

Além de que, tirou a alegria do torcedor do estádio, que é a explosão de sensações na hora de um gol. Não se pode mais comemorar, pois não sabemos se valerá. O torcedor no estádio não tem a visão do árbitro de vídeo como o torcedor da televisão. Na maioria das vezes, eles não sabem nem o que está acontecendo direito. Ficamos todos nos olhando com uma cara de “já posso comemorar?”.

Logo, o que era um meio de dar segurança e clareza ao torcedor só está servindo para confundir mais ainda as suas cabeças. A comparação com outros esportes que utilizam o vídeo como meio de auxílio técnico não se sustenta, visto que no vôlei ou no tênis o recurso é transmitido para todos do local, passando transparência maior ao público. Além disso, nesses outros esportes temos centenas de pontos no decorrer da partida, já no futebol… Nada se compara à explosão de um gol, na emoção que move toda uma massa que está presente e unida em um só grito.

O VAR é um auxílio e deve ser tratado como tal, o árbitro de campo deve solicitar sua função quando achar necessário e não em todo lance, ainda mais no futebol, um esporte que possui inúmeros lances de interpretação e estes não dependem de precisão tecnológica. Essa funcionalidade sempre será bem vinda ao futebol para trazer mais justiça ao mesmo.

Porém, o VAR deve se adaptar ao esporte, não ao contrário. O futebol é emoção instantânea, é espontaneidade, são momentos marcantes, não podemos deixar o árbitro de vídeo nos tirar isso.

O que você, torcedor, acha do árbitro de vídeo e o que gostaria de mudar em sua execução? Deixe nos comentários!

Foto: El País