Elas representam no campo e fora dele também

Você sabia que o futebol feminino foi proibido no Brasil por 42 anos? É isso mesmo, as mulheres não puderam praticar a modalidade entre 1941 e 1983 por ordem do governo federal. E você precisava saber disso antes de começar a Copa do Mundo, sabe por quê? Nós vamos te explicar!

Nós vivemos em um país que foi pentacampeão no Mundial, mas que em nenhum momento da história esteve tão conectado ao futebol feminino. E isso tudo tem a ver com a proibição da prática do futebol no passado, assim como todo o contexto em que se encaixa a modalidade feminina.

O fato é que falta uma semana para o início da Copa do Mundo Feminina, e muitos podem acabar cobrando as nossas craques por um resultado excelente, assim como é feito no masculino, mas vamos lá, não podemos comparar, né? São estilos de jogos diferentes, isso acredito que já está mais do que claro para todo mundo, além das diferenças em investimento, patrocínios e tudo mais. E é por este e outros motivos que nós devemos recuperar essa energia de Copa do Mundo para torcer por nossas meninas, afinal, é Copa do Mundo, amigos!

Faltam exatos sete dias para a bola rolar. A energia de Copa do Mundo começa a tomar conta das pessoas, que começam a planejar assistir aos jogos com os amigos, de comprar camisetas, de pintar ruas e muros, aliás quem aí não se lembra dos grafites nos muros do bairro da Brasilândia, em São Paulo, com rostos de Neymar, Gabriel Jesus e Philippe Coutinho? Tudo isso faz parte da Copa do Mundo, e eu sinceramente queria isso para sempre.

No Futebol Feminino nunca se teve algo parecido. Bom, pelo menos não até este ano. Com um pincel e uma ideia na cabeça de algumas grafiteiras, os muros da Brasilândia ganharam novos rostos com as tintas da Coral. As grafiteiras Clara Leff, Afolego e Sarah Lorenk ressignificaram o bairro com o objetivo de levar o reconhecimento e empoderamento feminino, buscando inspirar e contagiar toda a torcida, para que mais muros e ruas sejam pintados e coloridos, pelo simples motivo de ser Copa do Mundo, e vamos combinar que isso não tem classificação de gênero.

A ação foi uma iniciativa da agência MullenLowe Brasil e da Dionisio Arte, que valorizam não só o futebol feminino, mas também a arte feita por mulheres. E para quem for de São Paulo e quiser visitar, é só colar na Brasilândia em frente ao EMEI Professor Tito Livio Ferreira.

A homenagem já está chamando atenção das pessoas, e nós do Rainhas do Drible esperamos que isso não acabe após a Copa do Mundo, afinal, nosso desejo e de todas as jogadoras é que todos continuem acompanhando a modalidade feminina, seja no estádio, na TV, nos patrocínios, enfim… Já está na hora de todo mundo entender que #elasrepresentam dentro e fora de campo.

Foto: Facebook - MullenLowe