Especial mascotes do Brasileirão 2019: região Nordeste

No especial de hoje vamos conhecer um pouco sobre os mascotes dos times do Nordeste: Bahia, Ceará, CSA e Fortaleza.

Bahia

Conhecido como “Tricolor de Aço” ou “Esquadrão de Aço”, o Bahia tem como mascote o Super-Homem, cujo apelido é “Homem de Aço”. O desenho atual foi criado pelo cartunista Ziraldo, em 1979. Em 2014, em meio a mais um período de — infelizmente — ainda luta contra o racismo, o clube lançou a sua “mascota” oficial. Apelidada de Lindona da Bahêa, a Mulher Maravilha, parceira do Super Homem, ganhou vida nos traços do artista Nei Costa.

Ceará

Para muitos, o apelido Vovô é devido ao fato do Ceará Sporting Club ser o mais velho clube do estado. Um depoimento de Aníbal Câmara Bonfim, um dos fundadores do América Futebol Club, conta a real história.

Segundo o dirigente americano, os meninos alvi-rubros costumavam treinar no campo do Ceará. Nesta época, o presidente do Ceará, Meton de Alencar Pinto, de forma alegre, começou a tratá-los de “meus netinhos”. Ao encontrar com os garotos do América no campo alvinegro, Meton saía sempre com a mesma brincadeira: “Vamos, meus netinhos, vamos aprender bem para açoitar o Fortaleza. Mas respeitem o Vovô aqui”.

Dessa forma, o apelido ficou eternizado e quando alguém fala no Vovô, não há nesse país quem goste de futebol, que não associe ao Ceará Sporting Club, embora o Vovô também seja usado como mascote pelo Coritiba.

Essa figura simpática que é o Vovô foi desenhado ao longo dos anos de várias formas. O colaborador Marcos Medina solicitou e o diretor de arte alvinegro José Lívio desenhou um Vovô feliz, representando a alegria que temos de sermos alvinegros.

CSA

Segundo o historiador e jornalista Lauthenay Perdigão, o primeiro mascote do CSA apareceu nos anos de 1960. Maceió serviu de inspiração para o primeiro mascote pelo fato de ser reconhecida por suas belas praias, assim o marujo apareceu como espelho do clube e até hoje o Centro Sportivo Alagoano é reconhecido como o time marujo.

Os anos se passaram e diretores lançaram novas marcas. A baleia chegou a figurar como mascote, mas não vingou. Atualmente, o mascote reconhecido pelo clube e torcida é o pássaro Azulão, cuja pelugem se assemelha ao uniforme principal do CSA.

Fortaleza

Nos primórdios do futebol cearense, o clube tricolor teve sua sede próxima a Praça General Tibúrcio, popularmente conhecida por Praça dos Leões.

Quando iria atuar alguns adversários denominavam a equipe de “time da Praça dos Leões” e depois time de Leões, como ficou conhecido. Com o passar das conquistas também ganhou o apelido de o bicho-papão de títulos, pois era o devorador de títulos, que papava quase tudo no Campeonato Cearense e assustava seus adversários.

Na década de 1940, um periódico da cidade criou os mascotes do Campeonato Cearense, surgindo então, o Garotinho, o Português, o Mecânico, o Fortão para o Fortaleza, dentre outros. Na década de 1960, o jornalista Vicente Alencar, da antiga Rádio Uirapuru, popularizou o mascote Leão após a transferência da sede do Clube da Gentilândia para o Pici. A partir disso, o tricolor passou a ser conhecido como Leão do Pici, referência ao bairro onde está localizado o Parque dos Campeonatos.