Especial Mascotes do Brasileirão: Times Paulistas

Dando continuidade ao especial sobre os mascotes do Brasileirão da série A, hoje vamos falar sobre os mascotes dos times paulistas: Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo.

Corinthians: Mosqueteiro, o ícone da valentia, audácia e espírito de luta. O Corinthians ganhou a fama de Mosqueteiro depois que venceu um amistoso contra o Barracas (Argentina), em 1929. No dia seguinte, um jornal narrava o grande feito, ressaltando a garra e a emoção dos jogadores corintianos, comparando suas virtudes com as de um mosqueteiro. Depois disso, a imprensa continuou fazendo referências ao “time Mosqueteiro”. O apelido pegou e continua valendo até os dias de hoje. Assim o mosqueteiro tornou-se o mascote do time.

Palmeiras: Desde 2016, o Periquito, que era o único mascote do Palmeiras, ganhou um companheiro. 30 anos após a torcida abraçar e ter o Porco como xodó, o clube oficializou o símbolo e apresentou o novo mascote: Gobbato, um “porcão” que fará a festa dos torcedores no Allianz Parque.

O nome é uma homenagem ao diretor de marketing da década de 1980, João Roberto Gobbato, na época mentor da ideia de assumir o apelido pejorativo e transformá-lo em mascote. O apelido surgiu por conta de provocações dos rivais da década de 1960, na época o Palmeiras foi contra a substituição de dois jogadores na lista de inscritos do Corinthians para a disputa do Campeonato Paulista de 1968 e parte da imprensa chamou os dirigentes palestrinos de porcos, “apelido” usado contra fascistas na Segunda Guerra Mundial.

No entanto, anos depois, a Revista Placar teve papel importante no processo de adoção do porco como mascote. Na edição de novembro de 1986, estampou na sua capa uma foto histórica do meia Jorginho Putinatti, um dos símbolos do Palmeiras na década de 1980, carregando um porco em seu colo. Esta edição ganhou enorme repercussão e ficou marcada como um dos principais capítulos da história palestrina.

Santos: Guilherme Gomez Guarche, historiador do clube, explica que “sempre que o Santos viajava para jogar em São Paulo, a torcida adversária chamava os torcedores do Santos de ‘peixes podres’, ‘peixeiros'”. Porém, em 1933, o Santos recebeu o São Paulo da Floresta (precursor do atual São Paulo) para uma disputa em seu estádio, a Vila Belmiro. “Neste jogo, a torcida do Santos, ao ouvir os gritos dos torcedores adversários, resolveu responder: ‘somos peixeiros com muita honra’. Aí foi assumido o apelido”, diz Odir Cunha, jornalista, escritor e historiador do Santos.

Segundo ele, este jogo foi realizado em 12 de março de 1933 e foi a primeira partida profissional realizada no Brasil. Mas a mascote surgiu depois. O motivo? “A orca, ou baleia-assassina, é um animal marinho que impõe mais respeito”, fala Odir. “Ela é um dos maiores e mais inteligentes predadores dos mares”, diz. Enquanto a torcida continua chamando o Santos carinhosamente de peixe, o clube criou a dupla Baleinha e Baleião, mascotes oficiais que entram em campo antes de todo o jogo do time para entreter as arquibancadas e manter a tradição.

São Paulo: O Santo São Paulo, surgiu na década de 1940, com pouco tempo depois que o SPFC foi fundado. Criado por um colunista esportivo do jornal A Gazeta Esportiva o mascote, representado por um velhinho de barba branca, chamou a atenção de imediato a todos que torcem e vibram pelo São Paulo e, daí por diante, nunca mais foi conhecido somente por um nome.

Conhecido como Paulo morreu muito jovem, sendo santificado algum tempo depois, porém na nação são paulina ele é representado por um mascote velhinho de barba branca vestido como um monge sempre de branco. Traz o escudo do time entre as listras vermelha e branca sempre com o hábito de estar uniformizado. O Santo Paulo, assim que foi batizado, leva esse nome para não ser confundido com o nome do clube, que curiosamente, é o mesmo nome que o verdadeiro santo até então carrega.