A despedida de um maestro

O futebol é um esporte em que seu torcedor sabe: uma hora o seu ídolo vai pendurar as chuteiras. É normal, mesmo depois de tanto tempo, não estarmos tão acostumados com isso. Quem acostuma-se com despedidas?

E, na última quinta-feira (02), quem anunciou aposentadoria foi Xavi Hernández. O meia de 39 anos, que atualmente joga no Al-Sadd, disse estar satisfeito por jogar durante todos esses anos, mas que agora quer seguir a carreira como treinador.

Em 2017, já atuando pelo time catariano, Xavi anunciou que iria deixar os gramados, mas voltou atrás da decisão.

O Rainhas, então, preparou esse texto para falar um pouco sobre a carreira do meia, sua despedida no Barcelona, a chegada ao Catar e sua despedida no fim desta temporada.

As cores são azul e grená

Xavi iniciou a carreira nas categorias de base do Barcelona. Assim como muitos, passou primeiro a atuar pelo time B do clube e depois, em 1998, estreou na equipe principal na final da Supercopa da Espanha, entre Barcelona x Mallorca, marcando seu primeiro gol pela equipe.

No Barcelona, o meia tornou-se o jogador com mais partidas pelo clube, em 2011. Ganhou oito vezes o Campeonato Espanhol, três Copa do Rei, quatro Liga dos Campeões e dois Mundial de Clubes. Além do Troféu Joan Gamper e a Supercopa da UEFA e da Espanha.

Campeão do mundo pela Espanha

A carreira pela Seleção da Espanha iniciou-se ainda pelo sub-17. Foi campeão na categoria sub-20 pelo Mundial em 1999 e conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de Sidney em 2000.

Xavi disputou três vezes a Copa do Mundo. Conquistou a Euro 2008 e 2012 e despediu-se da seleção após a eliminação da Espanha, ainda na primeira fase, da Copa do Mundo no Brasil.

Final de 2010, a revista inglesa World Soccer elegeu o meia como o melhor jogador do ano, e a seleção espanhola, então campeã da Copa, como a melhor equipe. Na ocasião, o jogador recebeu 25,8% dos votos em uma lista com Lionel Messi e Andrés Iniesta.

“Chegou o momento de sair”.

O Barcelona, e muito menos, o torcedor culé esperavam que esse dia fosse chegar. Mesmo saindo uma temporada antes de encerrar o contrato, e não sendo muito utilizado por Luis Enrique, Xavi encerrou seu ciclo na casa.

“Será complicado não vestir a camisa do Barça. Não queria que chegasse este momento, mas entendo que é a hora de ir”, disse em sua despedida em 2015.

Na coletiva, o jogador contou que pretendia voltar ao clube para outros trabalhos.

Novos desafios no Al-Sadd

Durante as quatro temporadas no clube catariano, o meia conquistou a Copa do Emir de Catar, Copa Príncipe da Coroa do Catar e a Copa Sheik Jassem.

“Gràcies Xavi“

Ainda não estamos acostumadas a ver tantos jogadores talentosos deixarem os gramados, mas com o Xavi, não vai ser definitivo. O investimento agora é como técnico e quem sabe um dia possamos ver sua atuação por trás do campo defendendo as cores azul e grená ou até mesmo pela Seleção Espanha.