Especial Mascotes do Brasileirão: O índio Guerreiro de Condá

Em seus 45 anos de história, a Chapecoense possui um capítulo triste que emocionou o mundo do futebol em 2016: a queda do avião que matou 71 pessoas e deixou apenas seis sobreviventes.

Fazendo jus a sua primeira casa, o estádio fazia uma homenagem a Vitorino Condá, líder do povo Caingangue, que habitou a região do Oeste catarinense. A lenda conta que o cacique lutou para que seu povo tivesse direito à terra junto ao governo brasileiro. Os colonizadores que chegavam à região iam se apossando das terras atrás de titulação do governo.

Vitorino conseguiu garantir que os Kaingang continuassem no local. Hoje, a Aldeia Condá fica a aproximadamente 15 quilômetros do centro de Chapecó e seu nome é visto como símbolo de união e paz. Apesar de ser um símbolo de resistências, carrega valores que são importantes nos tempo atuais e — principalmente — para o momento em que vive a Chapecoense.

“Os ancestrais contam que ele foi um índio muito esperto e que teve toda a liderança da redondeza. Na história fala que ele comandava três reservas e onde passava era respeitado. Era um homem de muita coragem. Quando descobrimos que viríamos para cá, em 1999, o pessoal não queria usar o nome de Condá, mas colocamos que ele foi um homem de muita coragem. Ele foi um homem de muita força e coragem. Para nós isso é muito importante”, disse Augusto, cacique da Aldeia, em entrevista ao portal RBS.

O Estádio Índio Condá teve fim em 2007, quando foi reformado para tornar-se a Arena Condá que conhecemos atualmente. Parte da estrutura antiga foi demolida para a construção da nova arena. As obras terminaram em 2014 e o local aumentou sua capacidade de 15 mil para 22 mil pessoas.

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