Árbitro de vídeo nas finais dos estaduais

Afinal, o árbitro de vídeo ajuda ou atrapalha o futebol? Será que o método está realmente ajudando a diminuir os erros?

Sabemos que o famoso VAR é a tendência do momento. Na maioria dos casos, o árbitro de vídeo tem sido bem sucinto. O maior problema se encontra na demora. A espera é de parar o coração do torcedor e dos jogadores!

Das quatro principais decisões dos campeonatos estaduais que aconteceram no último domingo (14), o árbitro de vídeo foi o maior protagonista em pelo menos três delas. Em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

No Paulistão, o empate de 0 a 0 entre São Paulo e Corinthians teve a presença do VAR até o final. No primeiro tempo, um chute do são paulino Everton Felipe bateu na mão do Ralf, do Corinthians, que estava com o braço junto ao corpo. A checagem do lance durou quase três minutos até a conclusão de que não houve pênalti.

Aos 49 minutos, houve um puxão em Henrique na área do tricolor, que por um acaso poderia ter virado pênalti para o Corinthians. A revisão, como de costume, demorou, causando aflições no estádio, mas acabou que, no fim, nada foi marcado.

No Mineirão, na derrota do Atlético para o Cruzeiro por 2 a 1, Elias foi quem saiu irritado, soltando até um palavrão ao comentar um lance de uma suposta expulsão de Adilson. Também na jogada que resultou o segundo gol do time celeste, de Léo, que deveria ser tiro de meta e foi apontado escanteio.

No Campeonato Carioca, o Flamengo fez 2 a 0 em cima do Vasco, porém o VAR foi acionado para anular um gol de Bruno Henrique, que marcou os dois do triunfo rubro-negro. “Fiz dois para valer dois, né?”, ironizou o jogador.

O mais cômico foi que o VAR parou de funcionar na reta final da partida. Aos 28′ do segundo tempo, apagaram-se todos os monitores da sala onde a tecnologia era operada, e acabou deixando a arbitragem sem auxílio até o apito final.

O sistema ajuda os árbitros principais a tomarem decisões em jogadas dentro da área. Com o árbitro de vídeo, cometeremos injustiças ao direito de errar de todos, continuaremos a fazer confusão por nada ou por bem pouco. Afinal, cada um vai continuar interpretando os lances, pênaltis e faltas do seu próprio jeito.

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