Ônibus apedrejado, briga na rua: o que está acontecendo com os pseudos torcedores?

Estamos há quatro meses em 2019 e diversas tragédias no mundo já marcaram esse começo de ano. A gente sempre está pedindo por amor, respeito e empatia em todos os setores da vida, mas por que é tão difícil de ter isso no mundo do futebol? Justo no esporte mais popular e amado em todo o hemisfério? Será mesmo que não estamos preparados para respeitar alguém que vista e ame cores diferentes das nossas? É bem certo que, pelo menos uma vez, já discutimos com alguém para defender nosso time do coração. Discussões sadias que fazem parte do esporte e do debate que o mesmo gera nos torcedores e amantes da modalidade. Mas partir para agressão? Pra que? Por quê? Não tem necessidade, nem contexto para tal atitude.

Se diz amar o clube, mas apedreja seu ônibus após uma eliminação. Nada justifica, muito menos apedrejamento no ônibus do atual campeão brasileiro. Quer cobrar jogador? Faça protestos sadios. Cobra na arquibancada, ou melhor, nem vai. A torcida tem direito sim de fazer cobrança, mas da maneira correta, sem faltar com respeito ou ameaçar a integridade física de alguém. Dentro daquele ônibus não tinham apenas jogadores. São pais de família, são filhos. E é isso que as pessoas às vezes não pensam. Nem tudo é futebol, existem outras coisas por trás de todo esse mundo. Partidas e campeonatos vem e vão, ninguém merece morrer ou matar por isso.

Foto: Reprodução/Renato Curse

O futebol agrega tantas etnias, é um esporte tão diversificado. De negros, brancos, ricos e pobres. De verde, branco, preto, vermelho e tantas outras cores. Por que dividir? Por que brigar? Por que não se juntar e sermos um só, uma aquarela de diferentes times? Dá para torcer, amar e “puxar sardinha” para o time do coração. Mas não dá para agredir e atacar barras de ferros no coleguinha ao lado que não concorda com você. Que não sente e nem vive o mesmo. Que gosta mais de Itaquera do que do Morumbi. Ou que prefere Arena da Baixada ao invés de Couto Pereira.

Todos precisam evoluir. O ser humano como um todo, e principalmente esses pseudos torcedores. Fatos que mancham um esporte tão lindo, uma festa tão bonita, que por conta de atitudes como essas, se tornou única. Era tão mais gostoso ver clássicos com torcida adversária. Se as coisas continuarem dessa forma, tenho medo de chegar em um momento que nem torcida em estádios e ruas próximas há de se ter mais. O futebol cada vez mais moderno, e as pessoas cada vez mais retrógradas.