“Cartão vermelho para a violência contra a mulher”: todos os clubes deveriam seguir o exemplo do Operário

Durante o mês de março, o Operário Ferroviário lançou uma campanha chamada “Cartão vermelho para a violência contra a mulher”, idealizada pelo Departamento de Comunicação do Operário, em parceria com o Núcleo Maria da Penha da Universidade Estadual de Ponta Grossa (NUMAPE-UEPG) e o Juizado de Violência Doméstica da Comarca de Ponta Grossa, no Paraná, envolvendo várias atividades relacionadas à mulher.

O clube promoveu uma atividade que contou com a participação dos atletas, membros da comissão técnica e funcionários do clube sobre violência, machismo e masculinidade tóxica. A atividade possuía o objetivo de conscientizar e combater as formas da violência contra a mulher.

Além disso, durante o jogo Operário x Londrina, válido pelo Campeonato Paranaense, foram distribuídos panfletos com informações sobre como denunciar a violência contra a mulher.

A assessora de imprensa do Fantasma, Bianca Machado, já foi vítima de diversas ofensas enquanto trabalhava. Em nota oficial, o clube declarou que “O Operário tem orgulho das mulheres que trabalham no clube e de todas àquelas que estão inseridas no esporte e que lutam diariamente para legitimar a sua participação em um ambiente muitas vezes machista e intolerante.”.

Mas por que seguir o exemplo?

Dia 8 de março comemora-se o dia Internacional da Mulher. Mas, depois dessa data, na qual mulheres são homenageadas e lembradas, tudo volta ao normal… principalmente nos estádios. Sofremos agressões físicas, morais e inúmeras verbais, recheadas com opiniões machistas, como por exemplo: “Você sabe o que é impedimento?” ou“Veio só pra olhar os jogadores!” simplesmente por acharem que nosso lugar não pode ser no futebol.

O fato de um clube fazer parte de algo assim é um marco importante e o primeiro passo para uma mudança, visto que o futebol é um ambiente de raízes machistas.

Esperamos que o projeto inspire a sociedade para diminuir os números, que atualmente são altíssimos, da violência contra a mulher, e quem sabe, acabar com ela.

O Operário Ferroviário está na luta para mostrar que, o lugar das mulheres pode ser sim, no futebol.