Representatividade feminina também nos mascotes

No último dia 14, o Clube do Remo lançou sua mascote feminina, Leona, que será mais um reforço durante os jogos em Belém, ao lado do seu irmão, Leão Malino, mascote oficial do clube.

Foto: Reprodução

Leona é uma iniciativa que surgiu através das Leoas Azulinas, que fazem parte da torcida do Remo há seis anos, como forma de atrair mais a presença feminina nos estádios.“A Leona foi uma inspiração de uma aliada da nossa torcida. Resolvemos trazer esta ideia”, explicou Renata Rocha, uma das coordenadoras das Leoas Azulinas.

Com a chegada da nova integrante, torcedores elogiaram bastante a iniciativa nas redes sociais. “A novidade agradou bastante ao público, principalmente o feminino, e até mesmo o masculino. Colocamos ela como irmã do Leão Malino e ela estará sempre conosco para defender a bandeira da mulher. Lugar de mulher é onde ela quiser”, definiu Renata.

Além de ser muito elogiada pela torcida do Remo, a iniciativa também foi parabenizada por vários torcedores do Paysandu, seu maior rival. Para a torcedora Francielli Rocha, do Paysandu, “a iniciativa do clube de colocar uma mascote representando as mulheres no estádio está mostrando que nós também temos nosso espaço, que a era do ‘futebol não é coisa de mulher’ ficou lá atrás”, disse.

No último sábado (16), Leona fez sua estreia no estádio durante o jogo do Remo contra o Independente de Tucuri, que terminou com o placar de 1 a 1, pela 9ª rodada do Paraense.

Outro clube que possui mascote feminina é o Bahia, que em 2014 lançou a Mulher-Maravilha negra, para aumentar a identificação com a torcida e ainda conscientizar a luta contra o racismo.

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