O clássico Rei da Amazônia, Re x Pa

Semana de clássicos pelo Brasil e na capital paraense não seria diferente. No próximo domingo (17) acontecerá o clássico Rei da Amazônia, RexPa, disputado pelos dois maiores clubes do norte do país, mais especifico da cidade de Belém do Pará, Clube do Remo e Paysandu Sport Club.

O clássico possui números que dão inveja. Provavelmente, é o clássico mais disputado no mundo com cerca de 745 jogos, 1891 gols e 252 empates. O Clube do Remo possui o maior número de vitorias, sendo 261 para o clube azulino e 232 para o Paysandu. E um recorde de público de 64.100. RexPa já foi disputado em outros estados e até mesmo fora do país.

Já foi disputado no estádio do Remo, o Estádio Evandro Almeida, conhecido como Baenão, e no estádio do Paysandu, Leônidas Sodré de Castro, a Curuzu. Atualmente ocorre no Estádio Estadual, o Mangueirão. Porém, o Estádio Olímpico está no meio de uma discussão sobre sua segurança: no início de janeiro deste ano um pedaço de concreto que ficava em uma das marquises do lado A caiu sobre a arquibancada, felizmente ninguém se machucou.

O local vem passando por pericias e alguns reparos para poder receber o clássico, apesar de o Mangueirão já ter recebido um jogo do Clube do Remo, no último dia 03 de fevereiro. A capacidade do estádio é de 45 mil pessoas, mas está reduzida a 35 mil por conta da exigência de escoamento exigida pelos bombeiros, limitada pela capacidade das rampas atuais. É necessária a construção de duas rampas adicionais para retornar a capacidade máxima.

Para a torcedora do Clube do Remo e integrante da torcida organizada Pavilhão 6, Débora Silva, a ansiedade está à flor da pele: “Clássico é clássico, né? Tem uma pegada diferente. A ansiedade e os preparativos já começam ao menos uma semana antes do jogo, pois sabemos da importância, do peso que ele tem, ainda mais quando trata-se do clássico mais disputado do mundo, como o RexPa”. Deby, como prefere ser chamada, passou a frequentar os estádios sozinha quando tinha 17 anos e seu primeiro jogo foi o clássico Rei da Amazônia.

Foto: Arquivo Pessoal

Quando questionada sobre a situação do estádio, Deby diz que “o Mangueirão vem de uma situação precária há muito tempo, não somente por está questão de rachaduras e parte do concreto que caiu. Mas, por toda sua estrutura, tanto internamente quanto externamente. São banheiros inadequados, a ausência de um fraldário, a iluminação no estacionamento precária, a sua falta de manutenção, e etc. É um estádio ‘raiz’ que precisa está apto para receber seu público em geral. É um risco que corremos em todos os jogos e há muito tempo. Que estes acontecimentos tenha servido como forma de atenção para que o poder público avalie e crie ações efetivas para o crescimento do Futebol Paraense como um todo, isso inclui Federações, Clubes de Futebol, Policiamento e as Torcidas Organizadas”

Já a bicolor Joyce Neves diz não esta ansiosa para o clássico: “não estou muito ansiosa pro clássico, como nos outros anos eu estava, devido as ‘4 peias’ no ano passado, to meio sem fé no Paysandu, quero que ele ganhe claro, mas os resultados são muito incertos”. A bicolor que começou ir aos jogos com seu pai quando tinha 7 anos, acompanhou os jogos de 2002 quando o Paysandu ganhou a Copa Campeão dos Campões, mas só em 2014 começou acompanhar o time e, em 2016, passou a frequentar os jogos.

Quando também questionada sobre a situação do Mangueirão ela diz ser “Uma tremenda falta de respeito com o torcedor paraense já que aqui o torcedor é muito fanático, sempre tá apoiando o clube, não importa se é remista ou bicolor. E, acho um descaso muito grande do poder público em relação ao esporte, é que ocasiona um risco muito grande para os torcedores que ainda sim irão ao estádio no domingo de clássico.”.

Foto: Arquivo Pessoal