O pior lado do amor: quando o futebol vira tragédia

A primeira semana de fevereiro se encerra triste no futebol. A notícia do reconhecimento do corpo do jogador Emiliano Sala nos destroços da aeronave que caiu no Canal da Mancha, agora se alia a notícia do incêndio no Ninho dos Urubus, CT do Flamengo, que deixou dez mortos.

E o sentimento que fica em nossos corações é indescritível, a tristeza se junta com aquela sensação horrível de não conseguir fazer nada para ajudar, aquela sensação de que ainda conseguiremos mudar a realidade, mera ilusão de apaixonados pelo esporte, pelas pessoas, pelos clubes.

O cenário parece um pesadelo que não tem fim: o futebol que nos traz tanta alegria, vira tristeza… Imensa tristeza! De um lado, um jogador que estava em plena ascensão. A contratação mais cara da história do clube Cardiff City não teve tempo de se apresentar. De outro, meninos que estavam iniciando o sonho de se tornar jogador de futebol e, com isso, ajudar os pais, ajudar o país a sorrir de novo com o bom futebol jogado.

Histórias que levaram o mesmo rumo da querida Chapecoense de 2016. Hoje, o Brasil se une nas cores vermelho e preto, como foi verde e branco. Hoje, o Brasil está de alma e coração no Rio de Janeiro, em cada abraço de aconchego e solidariedade às famílias. Hoje, o Brasil está em luto. O futebol está em luto. O que nos resta é aquecermos nossos corações e tentarmos tirar esses sentimentos escuros.

Nos conformarmos que não podemos mudar isto, mas devemos cobrar mais a segurança daqueles que jogam por nós. Reconhecermos a força dos jogadores, que deixam as famílias por um tempo para que consigam se dedicar integralmente a cada partida.

Com certeza estes episódios sempre estarão marcados em nossos corações, não deixamos que o pesadelo se reinvente de novo.

Foto: Pixaby