Preto x Branco: as ligas clandestinas do futebol

Sabemos que o racismo ainda é, infelizmente, presente no futebol e no esporte em geral. Quem não se lembra do episódio que tentaram atingir Daniel Alves dentro de campo com uma banana? Ou da vez que se escutou gritos da arquibancada chamando o goleiro Aranha de macaco?

Essas cenas eram constantes. Antes de se popularizar, o futebol era considerado um esporte de ricos, de pessoas da alta classe da sociedade. Logo, um negro naquela época não poderia sequer entrar nos gramados. Então qual solução encontrada para que essas pessoas pudessem, também, praticar o esporte?

Ligas clandestinas. Sim, foi preciso a criação de ligas informais para que os negros também pudessem jogar futebol. A Taça Princesa Isabel era a disputa que acontecia sempre em 13 de maio nos anos 20 e 30. De um lado, o campeão da liga dos negros e, do outro lado, o campeão da liga dos brancos. O clássico era conhecido como preto versus branco.

As ligas clandestinas tornaram-se a única opção para que os negros naquela época pudessem jogar bola. Logo aqui, um país que é mestiço como o nosso, mesmo com toda a relação entre Brasil/África, o preconceito foi e ainda é constante. Hoje, a cor não interfere na decisão de quem pode ou não jogar, mas seria hipocrisia dizer que o racismo acabou e que todos têm os mesmos privilégios. Não, não tem.

A cor não interfere na hora de um gol, de um drible, de um passe, de um arremesso e nem de um bloqueio. Cor não interfere em talento. Tantos nomes nos dizem isso diariamente. Temos Pelé, Romário, Zizinho, Leônidas da Silva, Adriano, Ronaldinho, entre outros.

A lista é imensa de jogadores que fizeram história pelo talento e pelas habilidades precisas, não pela cor da pele. Afinal, somos todos humanos, apesar de alguns jogadores serem de outro planeta pelo futebol incrível que jogam. Não ao racismo!