Indiferença? Futebol não tem gênero

Até quando as mulheres serão tratadas com indiferença dentro do mundo do futebol?

Não é difícil ver relatos de machismo no mundo da bola, não é mesmo? Da mesma forma que acontece com as torcedoras esse tipo de situação também assombra a arbitragem. Na última quinta-feira (31), foi a vez da assistente Raquel Ferreira sofrer com essas atitudes.

Murici e CSA tinha tudo para ser apenas mais um jogo do estadual, em Alagoas, no Estádio Rei Pelé. Mas, aos 18 minutos do segundo tempo, após o segundo gol do CSA, começaram cenas repudiantes que estragam a boa imagem do futebol e do esporte em geral. Os jogadores partiram com agressividade para cima da Raquel – atitude que com toda certeza não teriam acontecido se fosse com um homem. Formada há dez anos no curso de assistente, Raquel Ferreira de 29 anos, disse em entrevista que achou a um comportamento descabido e “atitude antidesportiva”.

O pior é ver a forma na qual o técnico do Murici, Edson Ferreira, minimizou a situação. Ser conivente com atitudes machistas também é uma forma de agressão, é menosprezar o trabalho das mulheres, é continuar apoiando que cenas como essas continue às amedrontando em qualquer ambiente não somente em campo.

Mais uma vez, levanta-se o questionamento: até quando essas situações irão atordoar nossas mulheres?Qual tipo de punição deve ser tomada para que cenas como essas não voltem a se repetir?

Tais atitudes devem ser punidas com rigor para que não voltem a se repetir, afinal, lugar de mulher é onde ela quiser.