Torcer por amor, não com violência

O futebol goiano mais uma vez foi manchado com sangue. Antes do clássico entre Goiás e Vila Nova no último domingo (27), o torcedor esmeraldino Rondinelly de apenas 22 anos foi morto a tiros. O jovem garoto fazia parte da torcida organizada, Força Jovem, e foi assassinado enquanto estava a caminho do Estádio Hailé Pinheiro. Segundo foi relatado por um dos membros da torcida, ele era um garoto calmo, não bebia e nem fazia uso de substâncias ilícitas.

O fato que consegue deixar a situação ainda mais triste é que sua mãe perdeu outro filho a pouco mais de cinco anos para o câncer. Mais uma mãe hoje chora a dor da perda do filho e a pergunta que fica é: quantos mais Rondinelly precisarão perder a vida? A que ponto o ser humano chegou para deixar o outro perder a vida e o valor que ela tem por ideias que não valem a pena?

Atendendo a solicitação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e por decisão tomada em comum acordo entre os clubes, a Federação Goiana de Futebol (FGF) e a Polícia Militar, os clássicos entre Goiás e Vila Nova, desde 2018, são disputados com torcida única. Mas não é o suficiente para conter todo essa agressividade. Vale a pena torcida única? Acabar com a torcida organizada seria a solução? A falta de policiamento ajuda a propagar essa brutalidade?

Mas o estado de Goiás não é o único onde acontece esse tipo de situação. No jogo entre o Athetico Paranaense e Rio Branco teve confusão: torcedores entraram em confronto em frente ao estádio Nelson Medrado Dias em Paranaguá, onde um torcedor encontra-se em estado grave no hospital.

Isso não é e nunca foi parte do futebol. Isso não é o que fez milhões de pessoas se apaixonar pelo futebol. Esses criminosos estão acabando com a real festa que teríamos nos estádios, faz com que seja menor a presença das famílias e o simples fato de escolher um lado da arquibancada faz com que pessoas percam a vida sendo agredidas. Qual nome usar para esses tipos de situações? Uma coisa é certa: amor ao futebol não é, o futebol não é isso.

Uma classe de pessoas que não podem ser denominadas torcedores, quando na verdade, são criminosos que se escondem atrás das torcidas organizadas manchando a imagem daquelas pessoas de bem que fazem parte dessas associações.