Conmebol exige novo posicionamento dos clubes e perspectivas do futebol feminino são positivas para os próximos anos

A Conmebol exige um novo comportamento do clubes para que eles participem da Libertadores e Sul-Americana a partir deste ano. Os clubes brasileiros foram obrigados pela instituição a formar equipes femininas se quiserem competir com suas modalidades masculinas.


Algumas jogadoras do principais clubes com equipes femininas do Brasil. Créditos: Montagem Lance.

A entidade determina em seu novo estatuto e regulamento que todos o times brasileiros que quiserem participar das competições organizadas por ela, devem compor equipes formadas por mulheres e participando de torneios.

A medida já era conhecida desde 2016, mas passou a ser obrigatória somente em janeiro deste ano. Os clubes já correm para se enquadrarem nos novos parâmetros e estarem aptos para competir com seus times masculinos em 2019, no Campeonato Brasileiro e internacionais. O regulamento também prevê a criação de equipes juvenis femininas.

Além disso, “ambos os casos, o solicitante deverá prover de suporte técnico e todo o equipamento e infraestrutura (campo de jogo para a disputa de jogos e treinos) necessária para o desenvolvimento de ambas as equipes em condições adequadas. Finalmente, se exige que ambos os times participem de competições nacionais e regionais autorizadas pela respectiva associação membro…”.

Hoje, há apenas sete clubes estruturados e adequados ao licenciamento da CBF. Ceará, Corinthians, Flamengo, Grêmio, Internacional, Santos e Vasco. Dos 13 restantes, seis estão com projetos encaminhados: Atlético-MG, Bahia, Chapecoense, São Paulo, CSA e Goiás. Os outros sete, ou estão iniciando ou não existe projeto nenhum divulgado para as categorias de base e adultas femininas.

O Santos, com as Sereias da Vila, é o clube brasileiro exemplo de investimentos no futebol feminino. A prova prática disso, são os troféus de campeãs paulista em 2018 e, recentemente, o vice-campeonato na Libertadores depois de oito anos.

As Sereias da Vila, treinada pela ex-técnica da Seleção Brasileira Feminina, também se destaca por revelar grandes nomes. Inclusive o da melhor jogadora do mundo, a Rainha Marta.

Essas novas exigências irão mudar não só o panorama futebolístico, com maior habilidade técnica das jogadoras, comissões técnicas, material esportivo, campos e centro de treinamentos. A formação de bases dos clubes também irá ajudar em termos financeiros, marketing e comercial.

Umas vez que estarão preparando atletas para jogarem profissionalmente, os clubes não irão precisar gastar tanto em contratações. Olhando o número de mulheres no país, o marketing também deve ser visto com atenção, a fim atrair um público maior para as atuais e novas competições a serem oferecidas pela CBF.

E ainda como consequência disso, o aumento de vendas de produtos para o público feminino é uma realidade em termos comerciais. A transmissões de jogos também estão incluídas nesse processo. A Copa do Mundo de Futebol Feminina de 2019 já irá ser transmitida pela TV aberta.

Com esse cenário, as meninas e mulheres que sonham em jogar e viver do futebol poderão ficar mais confiantes. Elas terão a segurança para ir nas peneiras, entrarem em times e participarem de competições, sabendo que as equipes não serão desfeitas no ano seguinte.

Porém, nada adianta ter novas regras se elas não estiverem sendo colocadas de fato em prática e fiscalizadas. Esse será um outro desafio dentro do cenário esportivo feminino para que ele tenha melhores resultados nos próximos anos.

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