Tricolor baiano sediará o lançamento do novo Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol

Já falamos por aqui que qualquer tipo de discriminação e preconceito não combinam com nada na vida, tampouco com futebol. Entretanto, ainda há pessoas que acreditem na falsa ideia de que a igualdade existe. Visando isso e terminar com os casos de racismo no futebol, foi criado o Observatório contra a Discriminação Racial no Futebol, por Marcelo Carvalho, devido a uma grande inquietação do administrador de empresas sobre o que acontece com os casos de racismo no esporte.

O Observatório criado e mantido na casa do próprio Marcelo desde 2014 monitora e publica relatórios sobre casos de racismo e injúria racial no futebol brasileiro ou com brasileiros no exterior, sejam no estádio ou na internet. Quando começaram, obtiveram 20 registros. No ano seguinte, o número aumentou para 35, teve uma queda em 2016, mas voltou a crescer de forma absurda em 2017.

Marcelo afirma que os números podem estar incompletos também, por conta de algumas denúncias não serem aceitas por falta de provas, por exemplo, apesar de saber que a chance de ser verdade é alta já que a discriminação no esporte vem crescendo de forma desordenada. Inclusive, tivemos um caso na Copa do Mundo, em que o jogador Fernandinho foi alvo de muitos comentários racistas na internet.

O encontro anual deste ano será na Bahia, em Salvador. O tricolor baiano anunciou nesta quarta-feira (12) que foi escolhido para sediar o lançamento do Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol, que acontecerá no final da tarde da próxima segunda (17), na Arena Fonte Nova. Além de representantes do Observatório da Discriminação Racial, que é sediado em Porto Alegre, também estarão na mesa de lançamento a ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Vilma Reis, a líder religiosa e ativista, Makota Valdina, o ex-jogador do Bahia, João Marcelo, campeão brasileiro de 88 pelo clube e que, este ano, afirmou ter sido alvo de um ato de racismo em um shopping de Salvador, e o presidente do Esquadrão, Guilherme Bellintani.

O convite é reflexo de ações realizadas pelo Bahia este ano, a partir da criação do Núcleo de Ações Afirmativas (NAA), que tem como meta consolidar o Esquadrão como o clube mais democrático do Brasil e retomar a imagem de “clube do povo”. O clube durante a trajetória de 2018 se mostrou presente em casos sociais e deu um show de solidariedade em vários sentidos, foi motivo de orgulho para a sua equipe e torcedores.