Elas também entendem como eles

O ano é 1863. Um operário de uma fábrica inglesa decide, no seu tempo livre, usar o objeto redondo guardado fora do campo das máquinas como uma diversão entre ele e seus companheiros de trabalho. Nasce, então, o futebol.

Espera, não foi assim que nasceu a paixão mundial! Recapitulando, o período: Idade Média. Aquele período sombrio, tratado pela arte como gótico, serviu de inspiração para a diversão dos camponeses. Um campo dividido entre dois polos, homens levando um balão com gás, se batendo, até o campo inimigo. Esse sim era o futebol.

Mas vamos voltar ao século XIX. O operário não mais usa um balão como bola e muito menos utiliza o corpo para bater de frente contra o adversário para chegar ao objetivo do gol. Agora, a FA (Football Association) descrevia as regras e o futebol passava a ser uma febre entre os operários.

Quanto as mulheres, trabalhavam usando o que, para muitos, é uma força natural – digo biologicamente citado: o cérebro. Não havia mulheres em campo, o trabalho era racional e não braçal.

Depois de toda essa viagem, entramos agora no século XXI. Mulheres engenheiras, médicas, jornalistas, empresárias e jogadoras de futebol. Quantas vezes, para as últimas, não deve ter escutado que era uma função somente para homens? Ou quantas vezes foi assistido um campeonato feminino nesse ano igual ao masculino?

No último domingo (02), depois do fim do Campeonato Brasileiro Série A, as Sereias da Vila entraram em campo contra o Atlético Huila para a final da Libertadores Feminina. Mesmo perdendo nos pênaltis para a equipe colombiana, ambas mostraram a força que vem ganhando os gramados com elas. Em setembro desse ano, Marta ganhou seu sexto título como melhor jogadora do mundo.

A temporada brasileira chegou ao fim. As ligas europeias estão chegando à sua pausa de fim de ano, e para 2019, muitas mudanças, mais emoção e campeonatos vêm a seguir para ambos os lados, porque, afinal, amamos futebol na mesma medida.

Fonte: Cloudinary