O declínio alemão

Seleção alemã vive seu pior momento depois do tetracampeonato na Copa do Mundo no Brasil

Quem diria que eu iria escutar: “A Alemanha foi rebaixada para a Série B da Liga das Nações”? Mas esse dia chegou. Não estamos falando daquela Seleção Alemã que vimos ganhar seu título dentro da nossa própria casa, depois de ganhar no temido 7 a 1. A Alemanha se reinventou, assim como outras seleções, para a chegada da Copa do Mundo na Rússia. E o que vimos não foi dos melhores.

Alemanha faria seu primeiro jogo do Mundial contra o México. A Copa do Mundo tem muita importância para os torcedores, eles entram no clima, e naquele dia, muitos entraram no clima para assistir a esse jogo. Joachim Löw convocou uma nova Alemanha, mesmo com alguns remanescentes da Copa de 2014. Ainda assim, ela era favorita. Brasileiros estavam atentos a esse jogo, que acontecia no mesmo dia da estreia da sua seleção, com um olhar a mais. Até onde a Alemanha iria e se ela conseguiria deixar que o ditado vença: “a atual campeã sempre cai na fase de grupos”. Eles chegariam a esse ponto?

Os alemães entraram no jogo como favoritos, e assim permaneceram até que não contaram com a astúcia de um dos mexicanos que marcou o único gol do jogo. Alemanha perdia para o México. Brasileiros comemoram o gol mexicano como se fosse a Seleção Brasileira jogando.

Mas isso não foi azar deles. Azar foi a palavra usada por Löw para explicar a eliminação dos alemães, contra a França, na Euro 2016. Como sempre acontece quando um time perde ou é eliminado, há perguntas sobre a continuidade do técnico, a falta de alguns jogadores e o alerta para outros.

Joachim Löw continuou no comando. Alguns jogadores se aposentaram. Alemanha estava preparada para defender o pentacampeonato e igualar ao Brasil o número de títulos de mundiais. Ao menos, todos achavam.

Como em um time lutando para não entrar na zona de rebaixamento, a Seleção Alemã tinha mais uma chance de mostrar que queria continuar na Copa e fazer história. O único problema que, de setes jogos, três são na fase de grupos. A chance para eles eram somente mais dois jogos. Mais uma vez, pressionados, eles jogaram contra a Suécia, que começou ganhando. Alemanha iria deixar por isso? Marco Reus – várias vezes desfalcando a seleção por lesões -, empatou, e como um milagre, o meia do Real Madrid, Toni Kross, deixou sua marca em um gol nos acréscimos. Acho que dessa vez eles acreditaram que o “jogo só acaba quando termina”.

E o jogo acabou para eles na Copa da Rússia contra a Coreia do Sul. Do mesmo jeito que Kross fez a Alemanha respirar, nos acréscimos, a Coreia consagrou a volta para a casa dos alemães ganhando por dois a zero. Reiniciava um pesadelo.

A Liga das Nações substitui os amistosos entre as seleções europeias, mas de um jeito muito mais competitivo para quem joga um amistoso. É um campeonato como qualquer outro com fase de grupos, semifinal e uma final. É bianual e constituído por quatro divisões. Seleção Alemã entraria com Holanda e França na fase de grupos. Seis rodadas, dois empates e duas derrotas. Era hora de dar tchau, mais uma vez, Alemanha.

Mas acredite, o golpe final aconteceu com eles não sendo cabeça de chave para a Eurocopa daqui dois anos. Alemanha é, ao lado da Espanha, a maior campeã da competição – são três títulos – e pela primeira vez, não será a principal no seu grupo.

Fonte: Chuteira FC - Carta Capital